Tecnologia ajuda a gerenciar riscos em transporte, afirma Marcos Siqueira, da Liberty

O segmento de transporte de mercadorias enfrenta muitos desafios no Brasil diante da falta de investimentos em infraestrutura e também pelo elevado índice de criminalidade com o roubo de mercadorias. Isso fez muitas companhias reverem a atuação no segmento. “A estratégia da Liberty Seguros no segmento de transportes está pautada no crescimento sustentável da empresa, que se baseia em três pilares: pessoas, sistema e produtos, afirma Marcos Siqueira, superintendente de “marine” da Liberty Seguros.
Veja abaixo trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro:
Poderia detalhar esses três pilares?
No pilar de pessoas, mapeamos os perfis adequados para cada função a fim de atingirmos a excelência no atendimento, sem perder o foco no resultado. Já em sistema, a Liberty Seguros investe na integração do sistema de averbação e faturamento, além de cotações online para facilitar o trabalho do corretor e do cliente e agilizar o atendimento em caso de sinistros. E, por fim, em produtos, focamos no plano de gerenciamento de risco e em condições desenhadas de acordo com a operação do cliente/segurado.
Como anda o setor de seguro transporte?
Nos últimos anos, por conta do aumento dos roubos de carga e na diminuição de investimentos em infraestrutura, o setor de transportes teve uma queda nos resultados. No entanto, a Liberty Seguros sempre se dedica a criar novas soluções que facilitem o dia a dia dos segurados nas estradas.
Quais as perspectivas de médio e longo prazo?
Nos médio e longo prazos, existe uma tendência significativa de melhora por conta das ações fiscalizatórios/regulatórias que os órgãos vem implementando nos últimos anos, tais como: averbação antes do início do embarque, lei de amarração de carga e MDFe.
Quais as fazem aceitar contratos neste segmento?
A Liberty acredita no segmento, por isso continuará investindo e manterá seu foco em desenvolver contratos de acordo com a necessidade do cliente.
Que tipo de gerenciamento de risco tem sido usado/exigido para mitigar o risco?
O gerenciamento de risco é sempre baseado no tipo de operação de cada cliente, como rotas, tipo de mercadoria e meio de transporte, para assim desenhamos o melhor plano de acordo com o perfil do segurado. Para atingir esse objetivo, as tecnologias mais utilizadas são: (Satélite, GSM/ GRPS, LOC Carreta, Hibrido  e RF).
Quais são as mercadorias mais visadas?
As mercadorias mais visadas atualmente, são: eletroeletrônicos, medicamentos, carnes, pneus, confecções e alimentos.
A tecnologia tem ajudado neste segmento? de exemplos.
Sim, a tecnologia tem ajudado muito a localizar mercadoria roubadas, como exemplo a utilização de iscas conectadas à satélites portáteis, que são colocadas na caixa do produto de forma aleatória, o que  dificulta a desativação pelas equipes especializadas em roubo de cargas. Além disso, a tecnologia também ajuda na prevenção de acidentes agindo no controle da velocidade do veículo transportador.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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