Mercado segurador encerra 2017 com lucro estável em R$ 13 bi, revela Siscorp

Apesar da queda da taxa básica de juros de 13% ao ano em janeiro para 7% ao ano em dezembro de 2017, o lucro líquido do setor ficou em R$ 13 bilhões em 2017, mesmo valor obtido em 2016. Os dados foram divulgados ontem pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados, processados e consolidados pela consultoria Siscorp. O peso da Selic no ganho financeiro das seguradoras é considerável, uma vez que praticamente a totalidade da carteira de investimento de mais de R$ 1 trilhão do setor está aplicada em títulos do governo.

Os três últimos meses do ano, geralmente os de maior volume de vendas, foram vitais para reverter a queda do ganho que vinha sendo apurada até setembro. Para 2018, a tendência é desafios para manter a mesma rentabilidade, principalmente com a derrota que as seguradoras sofreram no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho confirmou que as receitas financeiras das reservas técnicas das companhias de seguro devem entrar na base de cálculo do PIS e da Cofins, informa o Valor na edição desta quarta-feira.

Os balanços financeiros de 2017 começam a ser divulgados nesta semana e vão até o final de fevereiro, prazo legal dado pela Susep para a publicação dos resultados. Segundo os dados enviados pelas companhias ao órgão regulador, o grupo Bradesco se mantém na liderança do ranking de lucro, com R$ 4,3 bilhões, pouco abaixo dos R$ 4,5 bilhões registrados em 2016.

O grupo Banco do Brasil, sem considerar a Mapfre, ocupa o segundo lugar, com R$ 2,6 bilhões em lucro líquido em 2017, praticamente o mesmo valor do período anterior. A Caixa subiu uma posição no ranking, agora em terceiro, com R$ 1,6 bilhão; o Itaú em quarto, com R$ 1,4 bilhão; e a Zurich em quinto, com R$ 794 milhões.

Compondo o bloco dos dez maiores lucros estão Porto Seguro, com R$ 740 milhões; SulAmérica com R$ 589 milhões; Icatu com R$ 209 milhões; a Tokio Marine galgou duas posições no ranking com R$ 134 milhões; e Liberty, com R$ 134 milhões, passando da 15a. colocação para a décima em 2017.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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