CONSEGURO: Controles internos implicam em benefícios, perenidade e sustentabilidade da empresa

Fonte: CNseg

Realizado em paralelo à 8ª Conferência de Seguros da Confederação Nacional dos Seguros (CNSeg), o 11º Seminário de Controle Internos e Compliance, vai tratar da adequação do setor à Lei Anticorrupção, entre outros temas. Na avaliação da diretora de Governança, Controles Internos e Compliance do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Simone Negrão, participante de um dos painéis, o setor está bem avançado em suas práticas de governança, mas é preciso sedimentar a aplicação da lei. Veja a entrevista da diretora:

Que lições o mercado segurador pode tirar dos episódios de corrupção apurados nos últimos anos que abalaram setores inteiros da economia brasileira?

Me parece que a lição mais importante foi desconstruir a ideia de que manter controles nas empresas implica apenas em custos. Os impactos nos negócios e na reputação das empresas envolvidas demonstra exatamente o contrário, ou seja, controles implicam em benefícios, perenidade e sustentabilidade da empresa. Tanto que o que mais se vê é que cada vez mais empresas estão estruturando suas áreas de compliance, controles internos e governança corporativa.

O setor de seguros adota as práticas necessárias para se blindar contra casos semelhantes?

O mercado segurador conta desde 2004 com normas que regulamentam o sistema de controles internos das sociedades supervisionadas. Já estamos na 11ª edição do Seminário de Controles Internos e Compliance da CNSEG. O mercado é fiscalizado pela SUSEP, contamos com auditorias externas especificas para determinados temas, há a obrigatoriedade de instalação de comitês de auditoria estatutários de acordo com o porte da sociedade e contribuímos com o combate à lavagem de dinheiro com as comunicações de operações suspeitas ao COAF. O nosso mercado é regulamentado. Entendo que temos conhecimento e know how para nos blindarmos de casos semelhantes. De qualquer forma, observar o que ocorre em outros setores é sempre muito salutar.

O que já existe de proteção no mercado segurador e o que falta implementar?

É preciso sedimentar a aplicação da Lei Anticorrupção, que está trazendo uma série de discussões. Por outro lado, o regime de Solvência II já impôs ao mercado segurador uma boa gestão da empresa, baseada em riscos com a necessidade de implantação da estrutura de gestão de riscos nas sociedades seguradoras até dezembro de 2017. Assim, gestão de risco e governança devem estar alinhadas. A gestão de risco é ferramenta para tomada de decisão. Neste sentido, entendo que o mercado segurador está a frente de muitos setores.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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