Lucro da Itaú Seguridade recua 22,7% no segundo tri, para R$ 601 milhões

O Itaú, maior banco privado do país, divulgou lucro recorrente de R$ 6,169 bilhões entre abril e junho, alta de 10,7% sobre um ano antes. A carteira de crédito total, incluindo avais e fianças, encolheu 3,6% ante mesmo período do ano passado, para 552,35 bilhões de reais.

Na Itaú Seguridade, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 601 milhões no segundo trimestre de 2017, redução de 22,7% em relação ao trimestre anterior e redução de 17,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Itaú separa os resultados em atividades foco, que consistem na oferta de produtos massificados de pessoas, patrimoniais, prestamista, previdência e capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de Garantia Estendida, Saúde, nossa participação no IRB e outros.

O lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 606 milhões no segundo trimestre de 2017, 14,3% menor em relação ao trimestre anterior, devido principalmente à redução da margem financeira gerencial, explicada parcialmente pela redução do capital alocado, além da menor remuneração dos ativos em comparação com o primeiro trimestre de 2017, e ao aumento de despesas não decorrentes de juros. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o lucro líquido recorrente apresentou redução de 10,1%.

As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, resultado negativo de R$ 6 milhões, redução de R$ 75 milhões em relação ao trimestre anterior, devido principalmente à menor margem financeira gerencial no segmento de Saúde e pelo menor resultado de equivalência patrimonial da nossa participação no IRB.

A estimativa para 2015 permaneceu a mesma, de 0% a 4,5% em resultado e de 0,5% a 4% em vendas.

“Continuamos a concentrar esforços na distribuição por meio de canais próprios e ampliando a oferta de seguros via arquitetura aberta, onde disponibilizamos produtos de seguradoras parceiras aos clientes Itaú”, explica o banco em relatório. Em junho de 2017 o grupo tinha 3,5 milhões de apólices de seguros com parceiros que foram adquiridas por clientes via nossos canais.

A comercialização de seguros e capitalização nos canais bankline/internet, mobile, caixa eletrônico, terminal de caixa e bankfone, representaram 79,2% das vendas a correntistas no trimestre, aumento de 9,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A comercialização de capitalização nesses canais representou 78,0% do total comercializado no período. O valor das vendas de seguros e capitalização a clientes das Agências Digitais representou 14% das vendas totais no segundo trimestre de 2017, aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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