Mapfre Brasil registra venda 13,4% maior no semestre, para R$ 8,6 bi

A Mapfre obteve no Brasil um volume de prêmios de R$ 8,6 bilhões (2,5 bilhões de euros) no primeiro semestre de 2017, 13,4% mais que o mesmo período no último ano em euros. Segundo nota do grupo, o crescimento decorre da valorização do real brasileiro frente ao euro, quando comparado o primeiro semestre de 2017 com o mesmo período em 2016.

Em reais houve um decréscimo de 1,3%. O grupo no Brasil registrou R$ 3,65 bilhões (1,1 bilhões de euros) em volume de prêmios de seguros gerais, o que representa acréscimo de 5,9% em reais e 21,74% em euros; R$ 2,6 bilhões (741 milhões de euros) em prêmios de seguros de vida, com decréscimo de 5,1% em reais e acréscimo de 9,1% em euros, e R$ 2,3 bilhões (671 milhões de euros) em prêmios de seguros de automóveis, com decréscimo de 7% em reais e acréscimo de 6,9% em euros.

O Brasil mantém posição de segundo país com maior volume de receitas no grupo. O resultado atribuído do semestre encerrado totalizou R$ 226 milhões (65 milhões de euros), e o índice combinado melhorou quase um ponto percentual, atingindo 95,4%.

Segundo o CEO da Mapfre no Brasil, Wilson Toneto, “o grupo no Brasil dedicou esses últimos 12 meses a revisar a política de subscrição e seus processos, em especial aqueles focados no aprimoramento dos serviços a clientes e distribuidores. Isso permitiu que a operação no país mantivesse resultados excelentes para o grupo, tanto localmente quanto de forma global. O negócio de seguros brasileiro contribui com 16,6% dos prêmios no resultado mundial e 12,8% em benefícios da Mapfre.

“As linhas de negócios que apresentaram os melhores desempenhos foram Vida Risco e Seguro Rural, pois a sinistralidade ficou abaixo das observadas no primeiro semestre de 2016. Quanto à carteira de Automóveis, seguimos implementando ações que permitirão a melhora da performance”, conclui o executivo.

A Mapfre teve aumento em seu lucro líquido no primeiro semestre deste ano em 9,1%, até alcançar 415 milhões de euros, graças à evolução positiva do Grupo na Espanha, Brasil e EMEA (Europa, Oriente Médio e África), assim como na atividade resseguradora. O negócio cresceu 8,2%, até atingir 13,073 bilhões de euros em prêmios, com destaque para as Áreas Regionais Ibéria e Latam Norte e do negócio de Riscos Globais, assim como pelo impacto da revalorização de determinadas moedas, principalmente o real brasileiro.

O patrimônio líquido ao final do primeiro semestre de 2017 ficou em 10,864 bilhões de euros, enquanto os ativos totais chegaram a 68,127 bilhões de euros, sendo 49,211 bilhões de euros em investimentos, dos quais, aproximadamente 27 bilhões estão em dívida soberana, enquanto outros 9,748 bilhões correspondem a investimentos em renda fixa corporativa.

A taxa de Solvência II no encerramento de março ficou em 211,5%, com 87% do capital de máxima qualidade (TIER I), o que reflete a solidez, a estabilidade e a força econômica do Grupo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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