O capital de resseguro global bateu o recorde de US$ 595 bilhões no final de dezembro, segundo estudo divulgado pela Aon seu relatório “Reinsurance Market Outlook”. O valor representa alta de 5% em relação ao ano anterior e US$ 20 bilhões acima do recorde anterior registrado em 2014.
O capital tradicional representou US$ 514 bilhões em 2016, acima dos US$ 493 bilhões de 2015, e o capital alternativo US$ 81 bilhões do total, um aumento de 13%. Com tanto capital disponível, as renovações de 1 de abril trouxeram condições favoráveis para os compradores de resseguros, de acordo com Aon Benfield, que espera que as renovações de junho e julho permaneçam positivas “com as empresas cedentes que conseguirão melhorias nos preços e condições”.
“A demanda por resseguro permanece em uma modesta tendência de alta, à medida que os compradores reconhecem cada vez mais o valor do produto em um mundo de proliferação de regimes de capital baseados em risco”, segundo relata o estudo da Aon Benfield.
Durante o primeiro trimestre deste ano os pagamentos pela indústria de seguros globalmente estavam abaixo da média de 10 anos, em US$ 7,6 bilhões, Quase três quartos das perdas seguradas ocorreram nos Estados Unidos onde o clima severo atingiu várias regiões.
A Aon destacou riscos potenciais à frente da indústria de resseguros. “Grandes reformas tributárias em andamento nos EUA podem prejudicar a estrutura do mercado de resseguros, acrescentando custos adicionais para a indústria”, afirmou, acrescentando que a saída da Grã-Bretanha da União Européia e as eleições na Alemanha e na França também apresentam riscos para o mercado.
Entre outras questões, o estudo salientou o “acordo” concluído no início de janeiro pelas autoridades dos EUA e da UE, com a intenção de criar condições equitativas entre os respectivos mercados de seguros. O acordo está sendo avaliado pelo Congresso.
O relatório mencionou um crescente consenso de que o fenômeno El Niño, uma grande flutuação no sistema climático mundial causada por temperaturas substancialmente mais quentes da superfície do mar no centro e leste do Oceano Pacífico tropical, voltará no final deste ano.
O El Niño tem tipicamente uma influência negativa em formações de furacões e tempestades tropicais no Oceano Atlântico como resultado de temperaturas de superfície do mar mais frias e maior cisalhamento do vento. No entanto, poderosos furacões do Atlântico ainda podem ocorrer durante El Niño anos, como foi visto com Matthew e Nicole no ano passado.
O estudo completo pode ser lido aqui


















