Lucro da Munich Re no Brasil salta de R$ 14 milhões para R$ 55,7 milhões em 2016

Apesar do cenário econômico adverso e da alta competitividade do mercado de resseguros no Brasil, a Munich Re encerrou 2016 com prêmios de R$ 441,9 milhões (líquidos de comissão de resseguro), incremento de 15% em relação a 2015. O lucro líquido saltou de R$ 14 milhões para R$ 55,7 milhões. O resultado operacional praticamente quadriplicou, atingindo o montante de R$ 100,2 milhões ante R$ 27,8 milhões em 2015.

“Nosso principal foco é estabelecer parcerias estratégicas com rol de clientes na pauta envolvendo assuntos pertinentes à gestão de risco, a partir das quais nosso desenvolvimento sustentável se materializa, conforme demonstram os resultados obtidos em 2016”, cita Rodrigo Belloube, CEO da resseguradora local presente no Brasil desde 2007 e controlada pelo maior grupo ressegurador do mundo.

O balanço publicado hoje destaca na carta aos acionistas que tal crescimento é fruto do fortalecimento de parcerias com clientes, principalmente no desenvolvimento em conjunto soluções customizadas para as necessidades do segurado, do reconhecimento crescente pelo mercado da consistência e diferenciação dos serviços prestados pelo grupo alemão ao longo de toda a cadeia de valor – desde a abordagem comercial, passando pela subscrição e processos administrativos, até o suporte e agilidade característicos da gestão em sinistros.

Belloube aposta na diferenciação para criar um vínculo longevo com seus clientes. “A possibilidade de desenvolvermos projetos que atendam necessidades locais com o apoio da rede mundial do Grupo Munich Re, colaborando assim para o desenvolvimento e sofisticação do mercado brasileiro, vem sendo explorada e feita tangível de maneira crescente”, afirma.

O grupo afirma que o capital humano segue sendo um dos pilares e diferenciais. “Contamos com uma equipe com profundo conhecimento técnico, próxima de nossos clientes, sagaz para identificar oportunidades e desenvolver soluções customizadas em co-criação com eles, compreender as peculiaridades de cada carteira, utilizando ainda a vasta experiência internacional do Grupo Munich Re”, enfatiza.

Outro aspecto fundamental da governança corporativa da Munich Re é sua política ativa de gerenciamento de riscos. Nesse tocante, explica, visando maior equilíbrio da carteira, a Munich Re passou a ceder proporcionalmente sua carteira de Crédito e Garantia, gerando uma movimentação de saldos no primeiro semestre referente a todos os contratos aceitos até então.

Adicionalmente, os contratos de retrocessão de algumas linhas de seguros de danos, relativos aos anos de subscrição 2010 e 2011, foram encerrados entre as partes no segundo semestre de 2016. Houve apuração de todo o acervo líquido com aplicação de uma taxa de desconto, que culminou numa liquidação financeira por parte das retrocessionárias.

A perspectiva para o ano de 2017 é manter o foco no desenvolvimento sustentável da operação, com ganho de escala e orientação ao atendimento das necessidades operacionais e estratégicas dos clientes na pauta de gestão de riscos, de maneira cada vez mais eficiente, finaliza Belloube.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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