IRB Brasil RE registra lucro de R$ 849,9 milhões em 2016

O IRB obteve um lucro líquido de R$ 849,9 milhões no acumulado de 2016, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 31%, um avanço de 2 pontos percentuais sobre 2015.

O comunicado sobre o balanço destaca a renovação de importantes contratos no mercado local e internacional e a disciplina técnica na subscrição de riscos. O ressegurador ampliou em 5 pontos percentuais sua participação no mercado total de resseguros no Brasil, passando de 34%, em 2015, para 39%, em 2016. Considerando somente as resseguradoras locais, a participação do IRB subiu de 47% para 50%, segundo dados apurados pela SUSEP até setembro de 2016.

Para o presidente do IRB Brasil RE Tarcísio Godoy, em meio a um cenário macroeconômico desafiador, com queda na atividade econômica, contração do PIB, o IRB se mostrou resiliente. “Consolidamos nossa estrutura organizacional, desenhamos o mapa estratégico que norteará a companhia para os próximos anos e ampliamos a nossa participação no mercado de resseguros, reforçando a nossa posição de ressegurador líder no Brasil. Com a base sólida que construímos nos últimos anos, estamos preparados para crescer de forma estruturada e com perenidade, diversificando ainda mais as fontes de receita e inovando em produtos e serviços”, comentou o executivo na nota.

Entre os principais destaques financeiros de 2016 está a receita com prêmios emitidos. O volume total de prêmios emitidos avançou 13,6% em relação a 2015, totalizando R$ 4,9 bilhões. Desse montante, R$ 3,7 bilhões foram de prêmios emitidos no Brasil e R$ 1,2 bilhão no exterior. O aumento foi liderado pelos ramos de Patrimonial, Rural e Vida.

Outros destaques que contribuíram para a obtenção do resultado recorde no ano passado foram: receita da área de subscrição, redução no índice de sinistralidade, rigoroso controle das despesas administrativas e bom desempenho do resultado financeiro.

O resultado da subscrição registrou R$ 628,6 milhões, um crescimento de 22,9% sobre 2015. Mesmo em um ano com eventos climáticos inesperados, houve redução no índice de sinistralidade de 1,9 ponto percentual, passando de 63,8% em 2015 para 61,9% em 2016. Além disso, o resultado financeiro ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, um avanço de 18,3% em relação ao obtido em 2015, com uma rentabilidade da carteira de ativos próprios da ordem de 129% do CDI, superior à rentabilidade média registrada pelas empresas de seguros locais. Outro destaque importante foi em relação ao nível de despesa administrativa, equivalente a 6,5% do total de prêmios emitidos, o menor índice já registrado pela companhia.

Também no ano passado, o IRB constituiu uma empresa de gestão de ativos e empreendimentos imobiliários: o IRB Investimentos e Participações Imobiliárias S.A. A nova empresa imobiliária incorporou a participação em cinco shoppings centers, dois terrenos no Centro do Rio de Janeiro e alguns imóveis de renda localizados no Rio e em São Paulo. Por meio de uma gestão especializada e focada, a empresa permitirá ao IRB extrair mais valor desses ativos para os seus acionistas.

Outro destaque foi a atualização do planejamento estratégico para os próximos três anos. De uma forma inovadora e colaborativa, lançando mão de técnicas de cocriação e design thinking, o projeto teve como objetivo revisar e elaborar a missão, visão e valores do IRB, além de estabelecer o mapa estratégico que permeará as atividades da companhia até 2019.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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