Um alento para os executivos que atuam com grandes riscos e andam desanimados com a falta de negócios nos últimos 18 meses. Afinal, os investimentos em novas obras estão praticamente paralisados no país enquanto o clima de indefinição domina a cena política. Com o impeachment de Dilma Roussef e a cassação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os ânimos dos investidores apresentam um sinal de melhora. Mas ainda é cedo para ter certeza de que o governo de Michel Temer vai conseguir governar com a oposição prometida pelos políticos do PT, como tem dito o ex-presidente Lula e também pela ex-presidente Dilma, que deu o seu recado em seu discurso de despedida. Ela deixou claro que a oposição ao governo de Temer será forte.
Mas Temer age rápido para atrair investidores, que mesmo depois do anúncio aguardam detalhamentos e mais segurança no ambiente político. E haja segurança. Afinal, fazer o investidor tirar recursos de uma taxa de juros que paga 14,25% ao ano para entrar em empréstimos com taxas acima de 10% para ter um retorno de pelo menos 10 anos é algo que exige muita conversa, promessas e atitudes práticas.
Ontem o presidente apresentou ontem o programa de concessões em infraestrutura de seu governo. Nada de grandes números financeiros como no governo Lula. Cerca de R$ 30 bilhões disponíveis em financiamentos via BNDES e FI-FGTS.
Tabela publicada pelo Valor Econômico
As licitações terão cem dias para serem definidas, a contar do dia da publicação dos editais em português e inglês. Uma das preocupações das seguradoras e resseguradoras era com o atraso causado com a obtenção de licenças ambientais. A solução encontrada pela equipe do governo foi determinar que os editais só serão publicados após a obtenção da licença ambiental prévia. Segundo divulgado pelo governo, até março de 2017 se pretende leiloar os aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza.


















