Índice de Confiança do Setor de Seguros tem a maior alta em dois anos: 8,2% em maio

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O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) – um dos principais termômetros do mercado – subiu 8,2% em maio, de acordo com pesquisa da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor). Esta é a quarta alta consecutiva do indicador, que chegou a 90,3 pontos, a média mais alta dos últimos dois anos. “Maio foi um mês de eventos marcantes no cenário político nacional, com a posse do presidente em exercício, Michel Temer, e uma mudança geral no quadro dos ministérios. Tudo isso influencia a percepção de futuro do empresariado e da população em geral. Então, é natural que esse quadro se reflita no ânimo do mercado de seguros, a exemplo do que ocorreu com outros indicadores de maio”, explica o presidente da Fenacor, Armando Vergilio. Um dos exemplos é o Índice de Confiança do Comércio (ICOM,) da Fundação Getúlio Vargas, que avançou 4,3 pontos, em maio.

A pesquisa da Fenacor também apura a expectativa das empresas em relação ao crescimento da economia, pelos próximos seis meses. Todos os três segmentos do setor (seguradoras, corretoras e resseguradoras) tiveram aumento, passando a ter percentual de destaque (acima de 50%): 67%, 71% e 67%, respectivamente. “Se for mantida essa tendência de alta nos próximos meses, acreditamos que o setor vai confirmar a expectativa de crescimento em 2016”, continua Armando.

O setor de seguros é responsável por 6% do Produto Interno Bruto (PIB). É uma indústria que emprega mais de 40 mil pessoas, abriga cerca de 95 mil corretores e reúne 112 companhias seguradoras em todo o país. Em 2015, movimentou R$ 92 bilhões em volume de prêmios, crescendo 12%, o que mostra sua força na economia nacional.

Os percentuais são calculados a partir de pesquisa realizada pela Fenacor com 100 grandes empresas do setor, que indicam percentuais de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. Também foram apurados outros três indicadores: ICSS (de confiança do setor de seguros no Brasil), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

A pesquisa também apura as expectativas para faturamento e rentabilidade as empresas. O destaque da pesquisa é das resseguradoras, com bons indicadores em todos os itens.

Ao todo, 91% das resseguradoras, 71% das corretoras e 51% das corretoras esperam um crescimento da economia pior ou muito pior nos próximos seis meses. Em relação a abril, houve aumento para resseguradoras (frente a 83% de abril) e 68% das corretoras. As seguradoras mantiveram percentual estável. Rentabilidade As resseguradoras estão otimistas em relação à rentabilidade do setor pelos próximos seis meses: 75%. Entre as demais empresas, as seguradoras esperam melhora de 65% e as corretoras, de 71%. Estas últimos tiveram aumento de 9 e 15 pontos percentuais, respectivamente.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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