Clima de união para ajudar o Brasil a sair deste momento difícil marca a cerimônia de posse da CNseg

11332_1040244402683355_8527526856152182207_nÉ preciso a força da união de todos para mudar o Brasil. Esse foi o mantra da cerimônia de posse da nova diretoria da CNseg e federações, que reuniu mais de 300 pessoas, entre CEOs, diretores executivos, políticos e titulares de entidades reguladoras entre outras personalidades como Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco e que veio como representante da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNIF). “Minha satisfação de estar aqui representando as instituições financeiras é porque temos muito trabalhar para fazermos junto com a CNseg”, disse o presidente do Banco Bradesco, que construiu boa parte de sua carreira em previdência privada e seguros, segmento que contribui com cerca de 30% do resultado do banco.

Trabuco foi um dos mentores do evento Encontro de Líderes, que está em sua 21a. edição. “Começamos com um evento pequeno e hoje olhem só como crescemos”. Por acompanhar o setor tão de perto e ter clara a importância institucional dos produtos vendidos e dos recursos administrados que superam R$ 800 bilhões investidos no país, Trabuco conclamou a união de todos os presentes. “Temos o dever e a missão de contribuir para que o Brasil possa sair deste momento difícil. Aos presidentes das novas federações meus votos de sucesso no trabalho. Peço que olhem o passado com gratidão e o futuro com muita esperança. Este é um momento difícil do Brasil. Temos um grande objetivo. Ou lutamos para pararmos de piorar ou vamos piorar muito. Se nos não formos as locomotivas de nós mesmos, tudo vai piorar muito. Esse diálogo do empresariado é importante. Se cada um cuidar de si, vamos piorar o Brasil.”

A frente da confederação está agora Marcio Coriolano, que também é presidente da Bradesco Saúde. Também foram empossados os dirigentes das quarto federações que formam a CNseg. João Francisco Borges, CEO da HDI, assumiu a Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg); Edson Luís Franco, CEO Global Life America Latina, vai comandar a Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi); Solange Beatriz Palheiro Mendes a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); e Marco Antonio da Silva Barros se manteve a frente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Todos têm mandato de três anos no comando das entidades.

O primeiro a discursar foi Jayme Garfinkel, presidente do conselho de administração da Porto Seguro, que assumiu interinamente o comando da CNseg com o falecimento do ex-presidente Marco Antonio Rossi, morto em um trágico acidente aéreo em novembro do ano passado. “Nunca será suficiente o lamento sobre a morte de Rossi. Grande profissional e amigo. Muitos foram os desafios enfrentados pelo setor no último triênio e não podemos deixar de lembrar das conquistas, frutos da crença do Rossi”, disse ele, citando inúmeras, entre elas a integração da CNseg com os mercados dos países ibero-americano por meio da Fides, a reformulação do escritório de Brasília, o que contribuiu muito para aproximar o setor do governo, os avanços nas normas dos seguros habitacional e rural, o avanço da aprovação da proposta da PrevSaúde que segue para aprovação do Senado e também a reformulação e ampliação das estatísticas do setor e a certificação professional de técnicos.

Coriolano assume o cargo com a missão de consolidar a CNseg como líder do mercado segurador, um segmento da economia dono de ativos superiores a R$ 800 bilhões, ou cerca de 14% do Produto Interno Bruto do Brasil. “Minha missão é trabalhar para que a CNseg siga produzindo importantes legados e também para consolidar as conquistas do passado recente”, disse, citando o desenvolvimento de produtos que atendam as necessidades de toda a sociedade, a simplificação dos contratos, a promoção de debates com eventos internos e externos, a transparência de informações, consolidação e divulgação de dados estatísticos que ajudem a desenvolver a atividade, melhoria de material informativo por meio das mais diversas mídias, impressas e digitais, entre outros tantos compromissos voltados ao crescimento do setor.

Márcio Coriolano afirmou que o mercado deverá crescer ainda na casa de dois dígitos este ano, apesar do quadro adverso, chegando ao indicador de 10%, com saúde e previdência como carros chefes. O Seguro Popular, o Universal Life e o PrevSaúde são três novos produtos que, para ele, podem contribuir para tornar o mercado mais resistente à desaceleração do momento e contribuir para uma expansão mais acentuada em um cenário de normalidade econômica. Esses produtos com a regulamentação estão em fase de aprovação na Superintendência de Seguros Privados (Susep) para que possam ser lançados pelas seguradoras. “Nosso mercado depende de produto, emprego e renda. Por isso necessitamos da união de todos para contribuir para que o Brasil supere esse momento difícil. Todos perdem com a recessão”, finalizou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS