Seguradoras mudam portfolios de investimento para melhorar rentabilidade

Captura de Tela 2016-02-22 às 14.02.06Uma pesquisa encomendada pela BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, com 248 seguradoras e resseguradoras em todo o mundo, que representam 25% do patrimônio do mercado segurador, US$ 6,5 trilhões, revelou que 57% das companhias pretendem mudar suas estratégias de investimentos nos próximos 12 a 24 meses como forma de proteger as margens de lucros diante de um cenário de redução de juros pelos bancos centrais e alta volatilidade nas bolsas mundiais. Na pesquisa do ano anterior, 33% sinalizavam mudanças no portfolio de investimentos.

Captura de Tela 2016-02-22 às 20.57.02O risco geopolítico foi o que mais apresentou mudança. Em 2014, 25% dos entrevistados tinham intenção de mudar a carteira de investimento em razão disso. Em 2015, esse percentual saltou para 50%. A percepção do fraco crescimento econômico praticamente se manteve como motivo de mudança do mix de ativos, com 48%. Os riscos regulatórios também passaram a ser um fator macroeconômico importante para mudar a carteira de investimentos, com percepção de risco subindo de 30% para 40% dos entrevistados. Já a inflação perdeu espaço entre os riscos mais relevantes para mudanças entre os entrevistados, caindo de 40% para 25% em 2015.

Quando questionados sobre o motivo da empresa estar disposta a correr mais risco na carteira de investimentos nos próximos 12/24 meses, 59% afirmaram que é para diversificar as fontes de risco e retorno. Na América Latina esse percentual sobe para 69% e na Ásia cai para 52%. Cerca de 56% afirmaram que é para manter ou melhorar a renda de investimento; 56% afirmaram que precisam compensar baixos retornos esperados em classes de ativos tradicionais; 53% visam correr mais risco para buscar melhorar as condições de negócio do núcleo; e 51% para responder a um cenário de negócios desafiador.

“As seguradoras operam em um ambiente de investimento extremamente complexo, pois elas já assumem riscos em seus contratos. As divergências nas políticas dos bancos centrais representam uma ameaça para seus negócios”, comentou Patrick M. Liedtke, diretor de gestão de activos seguros de negócios BlackRock, na divulgação do estudo.

Os peritos da indústria reconhecem que não é fácil encontrar um destino para a elevada liquidez das seguradoras. Mas a solução pode estar em ativos alternativos. Especificamente, 82% dos entrevistados neste estudo pretendem aumentar suas posições em um ou mais ativos que gerem renda e empréstimos para pequenas e médias empresas, emissões de títulos de infraestrutura ou de private equity.

Segue o link:

http://www.blackrock.com/mx/literature/whitepaper/global-insurance-research-2015-en-lai.pdf

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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