Efeito El Nino reduz furacões e pagamentos de indenizações por catástrofes em 2015, segundo Munich Re

Depois dos dados divulgados pela Swiss Re no fechamento de 2015, a Munich Re publica o estudo sobre as perdas com desastres naturais como tempestades e terremotos. De acordo com o estudo, o volume de indenizações caiu para US$ 27 bilhões em 2015, menor nível desde 2009. Segundo release divulgado, o fenômeno climático conhecido como “El Niño” ajudou a reduzir o número de furacões no Atlântico Norte, principal motivo dos custos em anos anteriores.

Pedidos de indenização a seguradoras totalizaram US$ 31 bilhões em 2014, e também estiveram abaixo da média anual da década, de US$ 56 bilhões, disse a Munich Re. No total, 23 mil pessoas morreram em 2015, muitas no terremoto em abril no Nepal. O total é comparado às 7,7 mil do ano anterior, mas que ainda assim ficou abaixo da média de 10 anos, de 68 mil.

“Nós fomos de alguma forma favorecidos no ano passado: ciclones tropicais fortes frequentemente só atingiram áreas esparsamente povoadas ou não chegaram à terra”, disse o chefe da unidade de Geo Risks Research da Munich Re, Peter Hoeppe.

Todas as resseguradoras agem como garantia para as companhias de seguro, pagando parte das grandes indenizações por causa de tempestades e terremotos em troca de parte do prêmio. Segundo especialista, indenizações menores impulsionam os lucros da indústria de seguro, mas tem um efeito negativo para as resseguradoras, das quais as companhias de seguro clientes então demandam preços menores pelo apoio da resseguradora.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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