Aconteceu ontem o 4o. Workshop de Capitalização, promovido pela Fenacap, em São Paulo. “O atual cenário econômico do País vem criando nas famílias o hábito de poupar dinheiro para gastar depois. Desse modo, a capitalização passa a ser uma opção atraente para quem quer formar uma reserva”, disse o presidente da FenaCap, Marco Antonio Barros, segundo relatou o Jornal do Commercio.
Prestigiando o evento, o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada eVida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) e do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, disse que os títulos de capitalização têm a capacidade de criar uma cultura de poupar em pessoas que não têm esse hábito. No entanto, ele enfatizou a necessidade em investir mais para ampliar a comunicação com o grande público, informou o Jornal do Commercio.
“A capitalização cresceu muito nos últimos anos, chegando a corresponder a 6% do PIB (Produto Interno Bruto). O nível de satisfação dos consumidores é alto, mas o grande desafio é ampliar a comunicação”, ressaltou RossL
Para ampliar essa comunicação, a FenaCap fará, nos próximos três meses, uma campanha na mídia para esclarecer a população sobre o que é o título de capitalização em diversos meios de comunicação, segundo informou o presidente da entidade.
Durante os debates acompanhados pelo Jornal do Commercio, o presidente da FenaCap disse que o aumento da inflação, a curto prazo, não deverá causar um grande impacto ao setor, mas lembrou que se a situação se prolongar por um período maior, podeiátrazerproblemas.
“É muito ruim para a sociedade. A crise afeta a relação de consumo, traz incertezas, mas apesar disso, mantemos a projeção de 4% de crescimento nominal para este ano”, afirmou. Barros disse ainda que acredita que o governo tomará medidas para impedir um crescimento maior da inflação e aponta que para o ano que vem a perspectiva é que o cenário econômico seja mais positivo.
Ele acrescentou que 2015 já era um ano previsto de dificuldades e a perspectiva de crescimento nominal esperada de 4% para o fim deste ano, do setor de capitalização, é considerado um número favorável. “Mas devemos esclarecer que para o ano que vem existem desafios para o setor, como criar um ambiente regulatório mais simples”, ressaltou.
Ao longo do evento, informa o Jornal do Commercio, foi apresentada também uma pesquisa elaborada pela OverView, que entrevistou consumidores de título de capitalização em todo o País. Entre as conclusões apresentadas pelo sócio diretor da entidade, Luis Eduardo Guedes, está uma mudança de prioridades por parte dos brasileiros, principalmente nas classes C e D.
De acordo com a pesquisa, a compra da casa própria ainda é o principal objetivo, mas em segundo lugar, a prioridade passou a ser acumular recursos para custear uma faculdade em detrimento da compra de um carro, por exemplo.
“Entre as motivações estão guardar dinheiro para imprevistos e emergências e também considerar o ato de poupar um ponto de partida para acumular mais”, completou ele, sobre as motivações que os consumidores levam em conta na hora de adquirir um título de capitalização.

















