As mudanças climáticas são um tema em alta nesta semana e envolvem muito a indústria de seguros, que tem o poder de ajudar a reduzir as emissões de CO2 ao destreinar políticas para a contratação de seguros pelas empresas, como penalizar ou beneficiar as que adotam ou não ações de respeito ao planeta.
Na terça-feira, Mark Carney, do Banco da Inglaterra, fez um brilhante discurso no Llody’s of London. Ele alertou que a mudança climática levará a crises financeiras e à queda do padrão de vida da sociedade, a menos que os países mais importantes do mundo possam garantir que suas empresas vão se comprometer a reduzir a emissão de CO2. Carney disse que as seguradoras foram fortemente expostas aos riscos da mudança climática e e que é urgente ações que mitiguem o risco de aquecimento global.
O estudo citado por ele pode ser lido na íntegra no link http://www.bankofengland.co.uk/pra/Documents/supervision/activities/pradefra0915.pdf
Hoje o Valor Econômico traz um artigo assinado por Sir David King, representante Especial para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido. Ele incita uma maior reflexão sobre as ações que podem destruir ou construir um planeta mais seguro. Você embarcaria em um avião se soubesse que ele tem uma chance em 10 de cair? Se recusaria a começar uma dieta se ouvisse do médico que seu risco de enfartar em um futuro próximo é de um em 50? Desistiria de um seguro residencial se as chances de um incêndio fossem de uma em mil ou até menores? Precisamos de um raciocínio similar para avaliarmos os riscos das mudanças climáticas e então agir. Vale a leitura.


















