Governo quer IPO de holding de seguros da Caixa em 2015

caixaFonte: Reuters

O governo federal anunciou nesta quarta-feira estudos para criação de uma holding de seguros da Caixa Econômica Federal e posterior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ainda em 2015, operação que poderá reforçar o caixa da União.

“O objetivo é claro: possibilidade de aumentar a presença da Caixa Econômica em segmento importante e também, evidentemente, aproveitarmos a vitalidade do nosso mercado de capitais”, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a jornalistas.

Ele estava acompanhando da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, após terem se reunido com a presidente Dilma Rousseff. No anúncio, frisaram que a Caixa seguirá como banco 100 por cento público, com listagem apenas da unidade de seguros.

Segundo Miriam, o parâmetro básico para o estudo do IPO da área de seguros será o processo de oferta inicial de ações da BB Seguridade, controlada pelo Banco do Brasil.

“Há potencial de crescimento grande e a Caixa quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento”, disse ela.

Mais tarde, o vice-presidente de negócios emergentes da Caixa, ​Fábio Lenza, disse à Reuters que a holding que pode surgir como resultado do estudo reunirá todas as participações da companhia do ramo de seguridade. A principal delas é a fatia de 48,2 por cento na Caixa Seguradora, que tem a francesa CNP Assurances como majoritária.

A holding incluiria também participações da Caixa na Pan Seguradora e Pan Corretora, que têm o BTG Pactual como sócio, e na Par Corretora.

Sobre as próximas fases da abertura de capital, Levy disse que o governo convidará os principais bancos de investimento para discutir o plano da operação e sua viabilidade.

Questionado sobre se a venda de ações geraria receita para a formação de superávit primário em 2015, Levy salientou que se o IPO revelar que o negócio tem valor acima do registrado contabilmente, a renda adicional será tributada, com efeito positivo na arrecadação, mas não estimou quanto. A meta de superávit primário deste ano é de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mas a arrecadação fraca e o elevado nível de gasto público dificultam o cumprimento do alvo fiscal.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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