Aumenta em 40% o número de incêndios reportados pela imprensa após tragédia de Santa Maria

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As notícias sobre incêndio veiculadas pela imprensa brasileira e monitoradas diariamente pelo Instituto Sprinkler Brasil (ISB) mostra um aumento de 40,7% na comparação entre 2014 e 2012, ano anterior à tragédia de Santa Maria. A série histórica iniciada em 2012 contabilizou 795 notícias publicadas naquele ano, contra 1.275 registros no ano passado. Em relação a 2013 houve crescimento de 14%.

A pesquisa mostra que o maior número de incêndios divulgados em 2014 ocorreu em edifícios comerciais (27% em lojas, shoppings centers, supermercados), seguido por depósitos (20%) e imediatamente pelos sinistros em indústrias (19%). Outro percentual bastante expressivo – 12% – vem dos chamados locais de reunião de público (igrejas, teatros, aeroportos, clubes, estádios, escolas de samba, casas noturnas, restaurantes e bibliotecas).

O diretor geral do ISB, Marcelo Lima, explica que a pesquisa considera os incêndios que ocorreram em diversos tipos de construções, como instalações industriais e comerciais, depósitos, bibliotecas, escolas, hospitais e hotéis, excluindo os incidentes em residências. “O levantamento é apenas uma amostragem da realidade, pois os números oficiais não são informados pelas autoridades. Ainda assim, é possível ter um extrato do que acontece para pensarmos e discutirmos políticas públicas para o setor”, avalia.

O levantamento mostra que o Estado de São Paulo lidera as ocorrências de incêndio divulgadas pela imprensa, seguido por Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. “Importante notar uma mudança nos dados do Rio Grande do Sul, onde aconteceu o incêndio na Kiss”, destaca Lima, ao comparar o aumento considerável de 60 incêndios reportados em 2012 contra 101 ocorrências registradas em 2014.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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