O céu é o limite, disse um segurador com estratégia de internacionalização. Bem, se é assim, a notícia sobre a flexibilização das restrições dos EUA contra Cuba aguça ainda mais o apetite das seguradoras que vendem seguro saúde, viagem e de vida, que vão poder pedir autorização para atuar no país. Também está prevista a liberação de uso de cartões de crédito e de débido de bancos americanos. Ontem também a Índia também mudou as regras e agora os bancos podem ter mais do que uma seguradora para ofertar produtos. Enquanto isso, aqui no Brasil, o governo brasileiro tenta evitar que a operação Lava Jato não afete o sistema financeiro, o que pode ocasionar crédito mais caro para empresas e pessoas físicas. Temos também notícias sobre racionamento de água e, futuramente e possivelmente, de energia. Com o PIB brasileiro estagnado, a estratégia das brasileiras passa a ser igual as grandes multinacionais: diversificar, tanto em produtos como geograficamente, bem como avaliar fusões e aquisições. A mais recente anunciada foi a da Catlin pelo grupo XL, por US$ 4,3 bilhões.
Voltando a Cuba. Em abril de 2013, a Capemisa fez pedido para abrir uma sucursal em Cuba depois da Susep ter autorizado. Na época, o convite para atuar em Cuba foi feito pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que identificou na ilha um mercado potencial para empresas brasileiras. Cuba tem 11 milhões de habitantes e só há duas seguradoras estatais, que faturam R$ 200 milhões por ano. Além de produtos para baixa renda, a Capemisa informou que pretendia oferecer seguros para turistas estrangeiros, danos materiais, patrimoniais e garantias para empresas brasileiras, como a Odebrecht, informou a Folha em 2013. Vamos ver como evoluiu essa estratégia.
Se partir para o exterior é a tônica, como já anunciaram Terra Brasis e JMalucelli para Colombia, IRB Brasil RE para África, América Latina e Ásia, fica a dica de que a Fitch Ratings divulgou um estudo sobre perspectivas para 2015 e espera um crescimento moderado nas vendas de seguros na América Central:
Costa Rica:Crescimento Moderado em Prêmios
Desde a abertura do setor de seguros da Costa Rica à concorrência privada, em 2008, o mercado tem experimentado um crescimento rápido e constante em prêmios. No final de 2014, a Fitch espera que o mercado de seguros atinja um crescimento adequado nominal em moeda local (+ 15%), impulsionado pelo crescimento econômico positivo do país. Para 2015, a Fitch esperava que a produção de prêmios diminuísse ligeiramente, devido à necessidade de corrigir alguns indicadores macroeconômicos que impulsionaram certas políticas que poderiam ser refletidas no crescimento econômico e, portanto, no mercado de seguros.
El Salvador: Projetos Específicos Poderão Impulsionar a Produção de Prêmios
Embora se caracterize pelo excelente desempenho operacional bem como por capitalização e níveis de liquidez adequados, a indústria de seguros salvadorenha é continuamente desafiada pelo ambiente econômico do país. No entanto, a Fitch acredita que o crescimento econômico para 2015 mostre uma ligeira melhoria, em parte apoiada por projetos específicos em diferentes indústrias. Por sua vez, estes terão um impacto positivo sobre o mercado de seguros e se espera que continuem a médio prazo.
Guatemala: Redução Leve em Prêmios
A Fitch acredita que o mercado de seguros da Guatemala ainda está experimentando um grande potencial para a criação de produtos e geração de negócios. A concorrência em linhas pessoais não é agressiva, como tem sido no negócio de danos gerais. Portanto, há uma oportunidade significativa para o crescimento e desenvolvimento. Durante o terceiro trimestre de 2014, o setor de seguros registrou uma taxa de crescimento moderado (+ 7%). No entanto, para o fechamento de 2014, a agência estima uma taxa de crescimento nominal de 10%, impulsionada por prêmios de saúde que continuam a subir
Honduras: Boa Dinâmica de Crescimento
A Fitch acredita que um crescimento econômico mais favorável em 2014 em comparação a 2013, e um elevado dinamismo na subscrição durante o quarto trimestre do ano, influenciaram em um crescimento nominal do setor perto de 8%. No entanto, este seria inferior em dólares (5%), devido à pressão contínua da inflação e desvalorização da moeda local
Nicaragua: Crescimento Permanecerá Robusto
A Fitch estima que o crescimento em prêmios da Nicarágua se manterá em elevação, ajudado por um crescimento econômico robusto nos próximos dois anos. Também estará influenciado por um aumento forte e estável nos prêmios de veículos e linhas pessoais. A agência acredita que o setor vai fechar 2014 com crescimento nominal em prêmios perto de 21% em moeda local. Em 2015, o crescimento nominal do setor será em torno de 23%, com base na perspectiva positiva para as linhas de negócios não-vida e garantias


















