Brasil Insurance: estratégicos desistem; fundos ainda olham

brasil insuranceO portal da revista Veja informa que a Qualicorp e a Marsh Insurance Group abandonaram conversas para adquirir o controle da Brasil Insurance, holding de corretoras de seguros cuja ação derreteu na Bovespa no ano passado e hoje chegou na menor cotação da história. A empresa, que chegou a valer R$ 2,3 bilhões agora tem um valor de mercado de R$ 290 milhões.

Edward Lange foi contratado como CEO para tentar um novo caminho, mas que tem apresentando muitos obstáculos. Segundo a Veja, conversas estavam sendo conduzidas por Fabio Franchini, presidente do conselho da Brasil Insurance. Outros interessados detectados pelo banco Morgan Stanley são os fundos de private equity Gávea, General Atlantic, Carlyle e KKR. No entanto, ao contrário dos players estratégicos, estes investidores financeiros não têm sinergias com a empresa, daí ser improvável que paguem um prêmio para fechar o capital da companhia, informa o blog de Geraldo Samor.

Uma pessoa próxima à Marsh e à Qualicorp disse que é preciso um novo alinhamento de interesses dentro da Brasil Insurance para reengajar os sócios-corretores que, depois de embolsar o que lhes era devido pela venda de suas corretoras, se sentem desincentivados para trabalhar pela companhia.

Tanto a Marsh quanto a Qualicorp queriam trabalhar junto com a Brasil Insurance para redesenhar os incentivos. Depois disso, ambas estavam dispostas a comprar o controle. As empresas competiam entre si. “Apenas um redesenho completo dos incentivos traria real valor à empresa,” disse a fonte próxima aos ex-potenciais compradores ao blogueiro. “O valor do negócio é a capacidade de originação dos corretores, mas comprar na estrutra atual pra consertar a governança depois é algo que não interessa.”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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