O portal da revista Veja informa que a Qualicorp e a Marsh Insurance Group abandonaram conversas para adquirir o controle da Brasil Insurance, holding de corretoras de seguros cuja ação derreteu na Bovespa no ano passado e hoje chegou na menor cotação da história. A empresa, que chegou a valer R$ 2,3 bilhões agora tem um valor de mercado de R$ 290 milhões.
Edward Lange foi contratado como CEO para tentar um novo caminho, mas que tem apresentando muitos obstáculos. Segundo a Veja, conversas estavam sendo conduzidas por Fabio Franchini, presidente do conselho da Brasil Insurance. Outros interessados detectados pelo banco Morgan Stanley são os fundos de private equity Gávea, General Atlantic, Carlyle e KKR. No entanto, ao contrário dos players estratégicos, estes investidores financeiros não têm sinergias com a empresa, daí ser improvável que paguem um prêmio para fechar o capital da companhia, informa o blog de Geraldo Samor.
Uma pessoa próxima à Marsh e à Qualicorp disse que é preciso um novo alinhamento de interesses dentro da Brasil Insurance para reengajar os sócios-corretores que, depois de embolsar o que lhes era devido pela venda de suas corretoras, se sentem desincentivados para trabalhar pela companhia.
Tanto a Marsh quanto a Qualicorp queriam trabalhar junto com a Brasil Insurance para redesenhar os incentivos. Depois disso, ambas estavam dispostas a comprar o controle. As empresas competiam entre si. “Apenas um redesenho completo dos incentivos traria real valor à empresa,” disse a fonte próxima aos ex-potenciais compradores ao blogueiro. “O valor do negócio é a capacidade de originação dos corretores, mas comprar na estrutra atual pra consertar a governança depois é algo que não interessa.”


















