Mongeral Aegon, Icatu e SulAmérica são as grandes vencedoras do Prêmio Inovação de Seguros, promovido pela Cnseg

cnseg inovacao rossiInovação é o motor que tornará realidade o sonho de grande parte dos 150 mil profissionais que trabalham na indústria de seguros. A meta é manter o crescimento de dois dígitos do setor, mesmo diante da estagnação da economia brasileira prevista para 2015. Uma mostra da disposição foi dada na edição 2014 do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros.

Dos 78 projetos habilitados, nove chegaram à final e foram revelados nesta terça-feira, durante um elegante almoço no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O prêmio foi dividido entre três categorias: Processos, Comunicação e Produtos e Serviços. “Estratégia Digital da Mongeral Aegon – Um novo modelo de distribuição”, de Rafael Rosas e Cecília Seabra, foi considerado por grande parte dos envolvidos na premiação como o mais inovador de todos os inscritos. Levou a estatueta de primeiro colocado em Produtos e Serviços. Em segundo lugar, ficaram Patrick Paiva e Bernardo Dieckmann, da Icatu Seguros, com o trabalho “Essencial Vida – Seguro de Vida Individual Flexível”. Em terceiro lugar, ficou o trabalho “Pagamento Direto de Sinistro a Terceiros”, de Marcelo Pires e André Hirszberg, da Bradesco Auto-RE.

O primeiro lugar na categoria Processos ficou com o trabalho “Gestão de Casos Complexos”, de Viviane Mathias e Tatiana Ferreira, da SulAmérica. Os colaboradores da Bradesco Seguros Mauricio Barbieri, Sylvio Vilardi, Rony Sakuragui e Ricardo Manfrim conquistaram o segundo lugar com a “Carteira Digital Bradesco Seguros”. O terceiro colocado foi o projeto “Loja de Seguros Itaú”, desenvolvido por Marcelo Sampaio Pinto, Francisco Ferraz de Castro, Tatiana Araujo Davigo, Leticia Cilento Assad, Barbara Bressan, Christian Araújo Costa e Thiago de Oliveira Borghese, do Itaú Seguros.

Na categoria Comunicação, o trabalho “Plataforma do Conhecimento – Educação Financeira”, de Rodrigo Moreira Pádova e Humberto Sardenberg de Freitas, da Icatu Seguros, foi o vencedor. Em segundo lugar, ficou o projeto “Seguro DPVAT ao alcance de todos”, de José Marcio Norton, Angela Amparo, Antonio Munró Filho, Lídia Monteiro, Luiza Rangel, Noé Vaz, Paulo Amador e Therezinha França, da Seguradora Líder DPVAT. O terceiro na classificação da categoria foi o “Sistema de Gestão de Performance dos Canais de Venda do Auto-RE”, de Rodrigo de Freitas Sampaio de Melo, da Bradesco Seguros.

Além da alegria de serem reconhecidos, os grupos vencedores – que infelizmente não tiveram a oportunidade de fazer um breve discurso no evento –, levaram prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para primeiro, segundo e terceiro lugares de cada categoria, respectivamente. “Os projetos surpreenderam pela contribuição que trouxeram ao mercado e à forma como ele se relaciona com os consumidores”, avalia Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, explicando que eles “trazem para dentro dos processos de trabalho maneiras de minimizar impactos no meio ambiente e melhoram a qualidade de vida das pessoas.”

Os trabalhos foram avaliados pela Comissão Julgadora do Prêmio, integrada nesta edição por Antonio Penteado Mendonça, Bruno Miragem, Julio Bierrenbach, Mariana Meirelles e Marcos Augusto Vasconcellos, profissionais reconhecidos nas áreas acadêmica, de seguros, de inovação e da imprensa. Com o objetivo de estimular a evolução do mercado de seguros e o aprimoramento das relações com os seus públicos, a premiação busca reconhecer o trabalho dos colaboradores da indústria de seguros que contribuem para a inovação no setor.

Confraternização – O evento também serviu como encontro de final de ano, reunindo mais de 400 pessoas. De Rossi, a plateia escutou que o mercado tem muitos razões para comemorar, incluindo o fato de encerrar o ano com um crescimento da ordem de 11% sobre o exercício passado. O setor de seguros é uma ilha de desenvolvimento no País atualmente, frisou. Segundo estatísticas da Cnseg, o mercado deverá faturar mais de R$ 314 bilhões em 2014, com incrementos de 9% na carteira de automóveis (com receita de cerca de R$ 66 bilhões); 10% no ramo de pessoas (mais de R$ 100 bilhões) e até 15% na saúde suplementar. Os valores devolvidos para a sociedade na forma de indenizações e benefícios vai ultrapassar a marca de R$ 200 bilhões.

Roberto Westenberger, titular da Susep, comemorou o otimismo do setor em projetar crescimento de dois dígitos para 2015 e também parabenizou o setor de ter mantido o crescimento de dois dígitos em 2014, considerado um ano difícil e atípico. Mesmo sem confirmar se será mantido no cargo ou não pelo governo a partir de 2015, quando Dilma Rousseff decidirá pelos nomes apresentados a ela pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Westenberg cita os principais pontos a serem discutidos com o novo ministro.

“Elencamos como prioridade discutir condições mais flexíveis do marco regulatório da indústria de seguros, com supervisão eletrônica até modernização das regras de aplicações de reservas técnicas, tornando a blindagem dos ativos garantidores um instrumento que acompanhe as mudanças do mercado financeiro e globalização dos investimentos. Novos modelos de distribuição de seguro no Brasil também precisam ser discutidos para aumentar a participação dos intermediários na venda dos diversos tipos de produtos ofertados pelas empresas do setor”, disse o xerife do setor.

Representando o diretor-presidente da ANS, André Longo, a procuradora da ANS, Lucila Rocha, afirmou que manter a sustentabilidade do setor de Saúde Suplementar é o principal desafio de 2015, ainda mais em um quadro em que os segurados são cada vez conscientes de seus direitos, exigindo qualidade nos serviços prestados.

Armando Vergílio, deputado federal até o final deste ano e presidente da Federação Nacional dos Corretores (Fenacor), avaliou 2014 como um ano positivo para a indústria de seguros com a vinda do consultor Roberto Westenberg para o comando da Susep. Citou também outros nomes de pessoas que acrescentaram valor ao setor, como Paulo Caffarelli, que estruturou o braço de seguros do Banco do Brasil , a BB Seguridade (a ação preferida dos analistas financeiros durante todo o ano), que atualmente é secretário do Ministério da Fazenda e tem o principal nome cotado para assumir o BB, entre outros técnicos.

Em relação ao desenvolvimento do setor consequente da ação da Fenacor, Vergílio citou a lei dos desmanches e a Lei 355 e projeto de lei 147 com a inclusão das corretoras de seguros na tributação Simples, luta que tomou anos da agenda do presidente da Fenacor. “O balanço do ano é positivo. Tem coisas negativas, com over a lei que quebra a responsabilidade fiscal. Mas isso faz parte. Temos de olhar para 2015, um ano de crescimento de mais de dois dígitos do setor de seguros”, finalizou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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