Moody’s revisou a perspectiva do Brasil para negativa e com isso seguradoras tiveram rating alterado

Realmente tempos mais complexos daqui para a frente. Afinal, o mercado segurador está intrinsecamente ligado à economia. Se ela vai mal, o setor sente os efeitos da retração no crescimento, do aumento da violência e da falta de investimento. Um dos sinais é o crescimento mais lento do setor. Outro é a falta de confiança dos investidores, que pode afetar negócios em andamento. Entre as consequências deste cenário, a notícia do dia é que a agência de classificação de risco Moody’s revisou a perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa. Segundo a Moody’s, a mudança se aplica a todas as classes de ratings do governo brasileiro, ou seja, ratings de emissor, ratings de títulos do governo e “shelf” ratings. O teto soberano em moeda estrangeira e moeda local permanece inalterado. A ação pode implicar em aumento do custo da dívida do país, de estatais e de empresas brasileiras no exterior.

Com isso, a agência mudou a perspectiva de seguradoras brasileiras de estável para negativa. A revisão de estável para negativa foi aplicada às empresas Chubb, Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros e Munich Re. Os ratings foram mantidos em Baa1/Aaa.br, Baa2/Aaa.br e A3/Aaa.br, respectivamente. A perspectiva do rating da ACE Seguradora continua negativa, enquanto o rating foi afirmado em Baa1 e Aaa.br. “A alteração da perspectiva para negativa dos ratings das seguradoras e resseguradora reflete a mudança da perspectiva para negativa dos ratings do soberano e dos bancos e a relação estreita entre os perfis de crédito das seguradoras/resseguradoras e o soberano. A alteração também considera o impacto negativo indireto de um contínuo baixo crescimento econômico brasileiro na rentabilidade e crescimento das seguradoras”, informou a Moody’s, por meio de um comunicado.

“A Moody’s estima que os indicadores de dívida do governo poderiam ter deterioração adicional, diante de superávits primários declinando no contexto de crescimento baixo do PIB e taxas de juros mais elevadas”, revela a agência. “Embora consideremos que provavelmente qualquer nova administração introduzirá medidas políticas para revert er a trajetória de crescimento, a perspectiva negativa reflete a tarefa crescentemente desafiadora enfrentada pelo próximo governo.”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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