A 4ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, aberta na manhã desta terça-feira, dia 6, em São Paulo, reúne cerca de 300 participantes para discutir, durante dois dias, temas de extrema relevância no aprimoramento das relações entre segurados e seguradoras. A abertura do evento, que integra a agenda oficial da Semana Nacional de Educação Financeira, ficou a cargo do primeiro vice-presidente da CNseg, Jayme Brasil Garfinkel, e da diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.
A diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz, em sua fala de abertura
Jayme Garfinkel, que representou o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, na solenidade, assinalou que manter uma comunicação cada vez mais clara e adotar as melhores práticas perante os consumidores são objetivos permanentes da indústria de seguros. “Melhorar a compreensão do nosso consumidor e aperfeiçoar a educação financeira são metas de todo o mercado segurador”, ratificou ele.
Ele também declarou-se satisfeito com o fato de o mercado segurador apresentar uma contínua expansão, exibindo taxas muito superiores ao avanço geral da economia, ao lado de índices de satisfação dos clientes crescentes, fato esse constatado com a baixa frequência de reclamações em proporção ao tamanho do mercado. Só em indenizações, resgates e benefícios pagos pela indústria são quase R$ 150 bilhões devolvidos à sociedade, exemplificou ele.
Jayme Garfinkel acrescentou que o mercado de Saúde Suplementar hoje já ultrapassa a indústria automotiva em receita e tem potencial de crescimento muito forte, já que está entre os produtos mais desejados da população. Até agora, lembrou ele, somente 13% das famílias das classes C, D e E possuem seguro Saúde e apenas 4% nesse universo têm proteção do seguro de Vida. Então, melhorar o entendimento da população é estratégico para o crescimento, assinalou ele, ao destacar a importância do evento nesse sentido.
Ao dar boas-vindas aos participantes da 4ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros – Previdência Complementar Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização, a diretor-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, destacou que este evento é um dos mais importantes fóruns promovidos pela CNSeg e pela Escola Nacional de Seguros. Faz parte da agenda oficial da Semana Nacional de Educação Financeira, a Semana ENEF, uma iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Comitê Nacional de Educação Financeira, o CONEF, do qual a CNseg faz parte como representante da sociedade civil. “É Importante destacar que a CNseg tem participado ativamente desta ação, coordenada em âmbito nacional, no sentido de ajudar a implementar políticas sinérgicas sobre educação financeira, inclusão financeira e proteção do consumidor e, principalmente, a educação securitária”, assinalou.
Segundo ela, a ENEF foi inspirada no conceito de educação financeira definido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que a define como o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram sua compreensão dos conceitos e dos produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação claras, adquiram os valores e as competências necessários para se tornarem conscientes das oportunidades e dos riscos neles envolvidos. E, então, façam escolhas bem informados, saibam onde procurar ajuda, adotem outras ações que melhorem o seu bem-estar, contribuindo, assim, de modo consistente para formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro.
A diretora da CNseg assinalou que, nos últimos anos, temos experimentado uma nova configuração no cenário socioeconômico do País. Mais de 29 milhões de pessoas entraram para a classe C entre 2003 e 2009. Com isso, a chamada classe média passou a ser composta por nada menos que 50% da população brasileira.
Ela lembra que a expectativa é de que, até 2028, 58% dos brasileiros façam parte desse grupo. “Esse tema, sempre tão debatido e estudado, na maioria das vezes vem acompanhado de embasamento apenas mercadológico. “É preciso ir muito além disso. Não podemos desconsiderar um fator fundamental que rege todo esse movimento: o comportamento desse novo consumidor, sua visão de mundo, projetos de futuro, sobretudo em relação à proteção de suas conquistas – materiais ou não. E a chave para que possamos ampliar esta visão é a educação financeira. É dever das instituições, públicas e privadas, contribuírem para que essa inclusão seja feita de forma sustentada e consciente, investindo muito em conhecimento e informação”.
A indústria de seguros, que abrange uma gama enorme e diferenciada de produtos, está cada vez mais consciente de que a educação financeira é o processo indispensável à efetiva proteção do consumidor de seguros.
Entre outras ações, a Confederação tem desenvolvido várias ferramentas para estimular e apoiar o mercado nesse sentido, como a elaboração de Guias de boas práticas, Pontos-chave, Relatório das Atividades das Ouvidorias, Projeto Estou Seguro, Cartilha “Família Estou Seguro”, game “Caminhoneiro Estou Seguro”, além de várias outras publicações, seminários, workshops e a participação ativa nas discussões com órgãos reguladores e de defesa do consumidor em busca de entendimentos para aprimorar cada vez mais os serviços prestados pelo mercado.



















