“Após concluídas todas as operações, a família passa a ter o controle da SulAmérica, com mais de 50% das ações ordinárias, que têm direito a voto. Isso faz parte do trabalho de negociação feito há algum tempo de procura de novos acionistas, que culminou na entrada do IFC em maio e agora da Swiss Re”, informou Patrick Larragoiti, presidente do conselho de administração da SulAmérica, ao Valor. Ele que deixou claro que a família não quer dividir o controle da companhia.
Ontem a Swiss Re adquiriu 14,9% do capital da SulAmérica, por US$ 334 milhões, em uma transação que envolve a compra de parte da participação do grupo holandês ING na companhia, além de uma pequena fatia da família Larragoiti, tornando-se o segundo maior acionista da companhia, atrás apenas dos Larragoiti, que detêm o controle da seguradora. Segundo informou ao Valor, neste valor está embutido um pequeno prêmio em relação ao preço médio de negociação da unit (papel representativo de uma ação ordinária e duas preferenciais) da companhia nos últimos 90 dias. A unit da companhia terminou cotada a R$ 15,95 ontem.
O International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, comprou uma participação de 7,9% na SulAmérica do ING por R$ 400 milhões. Segundo Larragoiti, a participação dos seus mais novos acionistas em outra operação de seguros no país não se configura em concorrência para a SulAmérica, que tem uma operação mais voltada para o varejo.

















