Tecnologia vai impulsionar ferramentas de telemática na saúde e nos automóveis nos próximos anos

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A adoção da telemática no setor automotivo promete impactar o setor de seguros nos próximos anos. Hoje, apenas 1% dos carros do mundo possui o equipamento, mais comum na Itália, mas, nos próximos quinze anos, a ferramenta pode chegar a mais de 20 milhões de veículos. A estimativa foi apresentada durante a 7ª edição do Insurance Service Meeting, organizado pela CNseg entre os dias 8 e 10 de novembro, no Club Med Rio das Pedras, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Segundo o Estrategista Sênior da Zurich Global, James Moffatt, os custos do equipamento já estão caindo, o que pode impulsionar os estudos para adoção em massa da telemática em veículos brasileiros. “Com a telemática, podemos ver a distância, o período e a forma de direção do motorista – se freia muito, a velocidade, entre outros aspectos. O risco assumido pela seguradora será medido principalmente pela forma como o segurado dirige”, explica.

Na área de saúde, a telemática também promete modificar a forma de atendimento e o relacionamento do paciente com o médico. “Já existem equipamentos que monitoram batimentos cardíacos, pressão, etc. Esses dispositivos ficarão por toda a parte. Uma consulta básica, no médico, por exemplo, poderá ser feita remotamente. Grupos como a CNseg podem desenvolver padrões comuns para ajudar pessoas a entenderem a sua saúde”, diz Moffatt, da Zurich.

Tecnologia em alta

7ª economia do mundo, o Brasil hoje é ocupa o 4º lugar do ranking onde mais se investe em tecnologia, com US$ 180 bilhões investidos anualmente, a frente do México e da Argentina. Segundo o IDC, entre 2013 e 2020, 90% do crescimento de TI será relacionado à terceira plataforma – icloud, big data, mobilidade e social business, que hoje representa 22% dos gastos com TI no mundo. Segundo a empresa, só o iCloud, em janeiro de 2013, 46,6% dos executivos consideravam usar a “nuvem” como uma solução de negócios, contra 3,5% em janeiro de 2010. Segundo Alexandre Campos Silva, diretor do IDC, “o iCloud ajuda áreas de negócios a serem mais ágeis, mas a segurança e a rede ainda são barreiras a serem enfrentadas”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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