Precisamos de ética e estímulos aos empreendedores. É isso que move o mundo, afirma ministro Roberto Barroso

1385266_10201383150195654_1872240121_nO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, deu uma grande contribuição ontem ao falar na painel “Brasil em 2025, um pensamento estratégico, durante a sua palestra na 6a. Conseguro, principal evento do mercado seguradora realizado nos dias 22 e 23 de outubro, em Brasília. Adaptando-se às novas tendências de falar pouco mas com conteúdo relevante para atrair a atenção dos ouvintes apressados para tantos compromissos, o ministro deu um claro recado a todos que pretendem ajudar a mudar o Brasil: Precisamos debater ideias. Precisamos de instituições educadoras de ponta. Precisamos de ética e estímulos aos empreendedores. É isso que move o mundo.

Segundo Barroso, o patrimonialismo e o oficialismo causam disfunções crônicas e travam o desenvolvimento do País. “O patrimonialismo, onde existe uma grande dificuldade de separar o público do privado, além do oficialismo, que é a cultura de que tudo precisa depender da bênção do governo para andar, precisam ser superados”, afirmou.

Outro ponto de destaque foi o autoritarismo, que tem mudado a história de vários países com golpes políticos e desrespeito a contratos, gerando incerteza e fuga de investores sem previsibilidade. Nesse quesito o ministro se mostrou otimista com o Brasil. “Conseguimos superar em uma geração o autoritarismo, quem sabe nas próximas quebremos as demais para termos uma evolução social”.

Correndo contra o tempo para poder resumir boa parte do que pensa sobre os desafios e oportunidades nesses próximos 12 anos, o ministro citou algumas ideias econômicas e sociais que podem elevar o Brasil a superar problemas crônicos e assim realmente decolar. Entre elas, a criação instituições de ensino de ponta, reforma política que ajude a baratear custos eleitorais e redução do foro prerrogativo de função no judiciário.

Também agradou a plateia, que o aplaudiu, com a ideia de eliminar o preconceito contra o empreendedorismo e a livre iniciativa, o que ajudaria a mudar a ideia de que fazer concurso publico ou ingressar em uma multinacional é a grande salvação dos trabalhadores. “Temos uma cultura na qual o lucro é motivo de vergonha, com o sucesso empresarial das instituições ou de pessoas associados a golpes e falcatruas. A livre iniciativa é melhor geradora de riquezas do que o protagonismo estatal. Com tempo encerrado, Barroso finalizou seu discurso: “Desejo que cada um faça dentro de si as transformações que quer para o mundo”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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