Mercado de seguros debate soluções e desafios das catástrofes climáticas no Brasil

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Incêndios, secas, alagamentos e vendavais. As catástrofes climáticas têm impactado diretamente o mercado de seguros, oferecendo oportunidades de novos produtos e desafios para reverter as perdas financeiras. Diante desse cenário, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Associação de Genebra, realizam nesta quinta-feira, 26 de setembro, de 8h às 18h, o seminário “Mudanças Climáticas e Desastres Naturais no Brasil: desafios e oportunidades para o setor de seguros”.

Estarão presentes representantes do Governo, como o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, o presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro, Sérgio Besserman, e de instituições, como o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Jacob Palis, o secretário geral da Associação de Genebra, John Fitzpatrick, e o chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), José Marengo.

Os painéis abordarão as causas e a extensão das catástrofes climáticas no Brasil, os benefícios dos sinistros de responsabilidade climática, a experiência do Chile na prevenção dos desastres naturais, as vantagens das parcerias entre seguradoras e o Governo para prevenir e combater os eventos climáticos, entre outros temas. Segundo dados apresentados no último relatório do Lloyd´s, o Brasil está exposto aos custos de longo prazo de eventos catastróficos com um déficit de seguro de US$12,68 bilhões por ano. Especialistas da empresa afirmam que os custos de recuperação pós-catástrofe são mais baixos em países que possuem níveis de seguro mais altos – um aumento de 1% na penetração de seguros geraria uma redução de 13% em sinistros não segurados.

Segundo a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes (foto), os riscos de desastres naturais têm aumentado substancialmente nos últimos anos, e o mercado de seguros, uma indústria de gerenciamento de riscos, deve estar preparado para atender às novas demandas. “As catástrofes climáticas impactam diretamente as operações de seguros, seja no ramo de automóveis, patrimonial, rural ou de obras. O setor segurador deve estar atento não só aos desafios para minimizar as perdas financeiras, mas também para oferecer produtos inovadores que acompanham a evolução das necessidades das empresas e consumidores”, explica.

Inundações em alta

Dados do último levantamento sobre catástrofes naturais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que 58% das catástrofes naturais no Brasil são decorrentes de inundações, 14% de secas, 11% de deslizamento, 8% de vendavais, 6% de temperaturas extremas e 3% de epidemias. Entre as regiões, segundo relatório do Terra Brasis Resseguros, o Sudeste possui maior frequência de deslizamentos e inundações, a região Sul está mais exposta às secas, vendavais e granizo, a região Nordeste e Centro-Oeste expostas às secas e inundações, enquanto a região Norte é a maior afetada por incêndios florestais.

Brasil em risco

O número de pessoas no Brasil em áreas de risco de inundações pode chegar a 42,5 milhões em 2030, 9,2 milhões a mais do que em 2010 (33,3 milhões), segundo estimativas da Swiss-Re. A maior concentração deverá ser no Sudeste, com 17 milhões de pessoas em zonas com maior potencial de alagamento, 12,2 milhões no Nordeste, 6,9 milhões no Norte, 4,6 milhões no Sul, e 1,8 milhão no Centro-Oeste.

Serviço:

Seminário “Mudanças Climáticas e Desastres Naturais no Brasil: desafios e oportunidades para o setor de seguros”

Data: 26 de setembro de 2013

Horário: 8h às 18h

Local: Auditório da Academia Brasileira de Ciências (Rua Anfilófio de Carvalho, 29º/30º andar, centro, Rio de Janeiro.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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