Casas financiadas têm direito a seguro para consertos

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Quantas pessoas não sonham com o imóvel próprio? Sair do aluguel e comprar a casa é o desejo de 57,6% dos integrantes da classe média, segundo pesquisa deste ano do Instituto Data Popular. Com a facilidade dos financiamentos, diversos cidadãos conseguem concretizar suas metas. Mas, um “balde de água fria” é jogado quando infiltrações começam a aparecer, rachaduras, entre outros problemas estruturais. Quem mais sofre são as pessoas de baixa renda, visto que o conserto será um gasto a mais, comprometendo o orçamento mensal.

Porém, o que diversos cidadãos não sabem é que têm o direito ao Seguro Habitacional. Segundo Guilherme de Carvalho, do escritório G Carvalho Sociedade de Advogados, ao financiar um imóvel, o consumidor é obrigado a escolher uma seguradora para fazer a apólice. “O Seguro Habitacional pago durante o período que o imóvel for financiado, é justamente para ressarcir o cidadão de futuros problemas e para garantir a integridade do mesmo para o banco caso for para leilão”.

Embora exista a apólice, os moradores não acionam por falta de divulgação e acabam “remendando” as trincas, os telhados, não solucionando quase nada. “Quando se adquiri um imóvel, a seguradora – que não é necessariamente a empresa que o cliente financiou a casa própria – tem que averiguar o estado do bem e fichar qual material foi usado. “Pois se for usado material de qualidade duvidosa, na primeira chuva, os bens serão atingidos e o cliente precisará estar ciente do tipo de construção”, explica Guilherme de Carvalho.

O advogado do G Carvalho Sociedade de Advogados comenta que outro fato comum nesses casos, é o consumidor acionar a seguradora e o problema não ser resolvido. “O morador pode entrar com uma ação para receber os valores que lhe é de direito”. Por fim ressalta que o consumidor não recebe o dinheiro e sim, o material, pois é para literalmente “arrumar a casa” e não para pagar as dívidas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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