HDI Seguros fortalece presença no Nordeste com investimento estratégico no São João de Caruaru (PE) 

A HDI Seguros avança em sua estratégia de crescimento e fortalecimento institucional no Nordeste ao patrocinar um dos maiores festejos juninos do Brasil: o São João de Caruaru (PE). A iniciativa integra o plano de expansão da seguradora na região, considerada estratégica para o mercado segurador, ao mesmo tempo em que amplia sua conexão com a cultura popular e com os parceiros locais. 

Neste momento, o evento entra em sua segunda etapa, o “São João na Cidade”, que acontece entre os dias 28 de maio e 28 de junho e concentra a maior movimentação de público e atrações da programação. É nesse período que a HDI Seguros intensifica sua presença institucional, levando ao público o conceito da campanha “Cuida que é São João: Se tem cuidado tem HDI”, alinhado ao compromisso da seguradora com proteção, proximidade e cuidado com as pessoas.

Reconhecida por reunir cerca de 1,5 milhão de visitantes e gerar aproximadamente 3,7 milhões de impactos ao longo de 72 dias de programação, a festividade se consolida como uma importante plataforma de relacionamento e visibilidade para a marca junto ao mercado regional. Além da relevância cultural, o evento movimenta a economia local e fortalece cadeias produtivas ligadas ao turismo, comércio e serviços.

O investimento também está conectado à agenda de Sustentabilidade da seguradora, especialmente no eixo de investimento social privado por meio das leis de incentivo à cultura. A iniciativa dialoga diretamente com o território de marca da HDI Seguros, que valoriza a cultura local como forma de potencializar as belezas do cotidiano e fortalecer conexões genuínas com as comunidades. Ao apoiar uma programação que reúne mais de 1.300 atrações culturais, a marca reforça sua estratégia de proximidade com o público nordestino, valorizando os aspectos culturais que fazem parte da identidade da região. 

Embora o calendário junino tenha começado em 10 de abril com ações descentralizadas voltadas às raízes culturais do interior pernambucano, é durante a fase atual que ocorre o maior fluxo diário de visitantes, estimado em cerca de 100 mil pessoas por dia. Para esse período, a HDI Seguros estruturou uma operação voltada especialmente ao relacionamento com corretores de seguros, parceiros comerciais, convidados estratégicos e também ao público presente na festa.

Entre as ativações promovidas pela marca está a “Estação HDI”, espaço aberto ao público inspirado na atmosfera da estação ferroviária de Caruaru, local onde a estrutura está posicionada durante o evento. O conceito do estande foi desenvolvido para representar o início da jornada dos visitantes pelo São João, conectando a experiência da festa à mensagem de cuidado e segurança proposta pela campanha da seguradora.

A ambientação traz elementos visuais que remetem ao universo das viagens e das tradições juninas, criando um ponto de encontro e interação com o público. Como parte da experiência, a marca distribuirá exclusivamente no estande um passaporte personalizado, reforçando a ideia de que a jornada pelo São João começa no local. O espaço também contará com brindes, ativações interativas e experiências voltadas à aproximação com os visitantes, ampliando a presença institucional da seguradora junto às comunidades locais e ao público da festa. 
 

Já o Camarote HDI foi concebido como um espaço exclusivo de relacionamento para receber corretores, parceiros comerciais e convidados estratégicos nos dias de maior destaque da programação. Inspirado na identidade visual da marca, o ambiente reforça o posicionamento da seguradora de investir em experiências de networking, conexão e fortalecimento de vínculos com o mercado regional. 

Com trajetória consolidada no mercado nacional, a seguradora utiliza sua participação no São João de Caruaru para ampliar sua capilaridade no Nordeste e fortalecer vínculos com parceiros e comunidades locais. Ao associar sua marca a uma manifestação cultural de grande relevância econômica e social, a seguradora reafirma seu compromisso com o crescimento sustentável, a valorização da cultura brasileira e a geração de valor compartilhado.

Generali lança plataforma digital imersiva de engenharia de riscos e prevenção de perdas 

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) lançou o MetaRELP, uma plataforma digital imersiva desenvolvida para fortalecer seus serviços de Engenharia de Riscos & Prevenção de Perdas (RELP, na sigla em inglês). A iniciativa reflete a ambição da GC&C de tornar a comunicação sobre riscos mais eficaz em ambientes industriais complexos e apoiar discussões mais qualificadas sobre prevenção junto aos clientes.
 

Uma das principais aplicações do MetaRELP é apoiar o treinamento e o desenvolvimento dos engenheiros de risco, oferecendo uma plataforma contínua de capacitação à medida que os riscos evoluem, surgem novos cenários, aumenta a complexidade operacional e ocorrem novos sinistros.
 

O MetaRELP também converte inspeções típicas de engenharia de riscos em visitas interativas em 3D a instalações industriais, com riscos, exposições e controles realistas. Todos os engenheiros de risco podem explorar e ser treinados em áreas-chave de um local, compreender a relação entre riscos, exposições e controles, além de visualizar como diferentes riscos podem aumentar o potencial de perdas, favorecendo um diálogo mais claro entre engenheiros de risco, clientes, corretores e subscritores. Isso fortalece o julgamento técnico em toda a comunidade internacional de engenharia de riscos da GC&C.
 

Outra aplicação do MetaRELP é ampliar a conscientização dos clientes por meio de simulações imersivas de incidentes em realidade aumentada. Ao demonstrar como eventos como incêndios, falhas em maquinário ou medidas inadequadas de proteção contra enchentes podem evoluir dentro de uma instalação, a plataforma torna o impacto do risco mais tangível e reforça o valor das ações preventivas, deixando as recomendações mais concretas na prática. 
 

Matthew Day, Head de Engenharia de Riscos & Prevenção de Perdas da GC&C, comentou: “O MetaRELP reflete claramente nossa ambição de modernizar a Engenharia de Riscos e Prevenção de Perdas. Como parte do plano Next Level 2025–27 da GC&C, estamos investindo em soluções digitais escaláveis que apoiem avaliações de risco e discussões de subscrição em diferentes mercados. Recomendações pragmáticas e eficazes são fundamentais para construir resiliência e proteger nossos clientes contra incidentes; ao unir treinamento técnico e engajamento comercial, a plataforma oferece uma ferramenta poderosa para comunicar claramente riscos e estratégias eficazes de mitigação.”
 

A solução foi desenvolvida em colaboração com a Vection Technologies, selecionada por meio de um processo de seleção de parceiros apoiado pelo Generali Innovation Fund, que contribuiu para ampliar a escala da iniciativa. Os recursos de realidade virtual e aumentada da Vection Technologies permitem recriar digitalmente instalações industriais e simular cenários realistas de perdas, transformando avaliações técnicas de risco em experiências interativas.
 

Gianmarco Biagi, CEO e Chairman da Vection Technologies, afirmou: “Estamos orgulhosos de apoiar a GC&C no lançamento do MetaRELP, uma plataforma que leva a engenharia de riscos e a prevenção de perdas a uma nova dimensão imersiva. Por meio de nossas tecnologias de realidade virtual e aumentada, transformamos inspeções tradicionais de risco em visitas interativas em 3D, permitindo a simulação de cenários complexos de perdas e tornando os planos de prevenção mais claros e aplicáveis na prática.” 

“O MetaRELP demonstra a escalabilidade e a versatilidade das soluções da Vection Technologies para o setor de seguros, apoiando o treinamento contínuo de engenheiros de risco e fortalecendo o diálogo entre seguradoras, clientes e corretores. Gostaria também de agradecer à liderança da GC&C pela confiança e ao Generali Innovation Fund por apoiar uma colaboração que transforma inovação tecnológica em benefícios concretos para os negócios e para a resiliência dos clientes”, completa Biagi. 

Bradesco Saúde lança o plano Regional Noroeste Paulista

Fonte: Bradesco

A Bradesco Saúde lança o Bradesco SaúdeRegional Noroeste Paulista (NOSP), plano desenhado para atender às empresas da região que buscam equilíbrio entre assistência de alta qualidade e custos acessíveis para o cuidado de seus funcionários.

O produto é voltado principalmente a pequenas e médias empresas, de 3 a 199 vidas, incluídas no segmento SPG, mas também está disponível para o segmento Empresarial (acima de 200 vidas).

A abrangência do Bradesco Saúde Regional Noroeste Paulista compreende cerca de 20 municípios, com destaque para Bauru e Marília, além de cidades como Lençóis Paulista e Agudos.

Para atender à demanda local, o novo produto conta com prestadores hospitalares de relevância na região, entre eles o novo Hospital Santa Lúcia Bauru. A rede também inclui prestadores ambulatoriais relevantes, como o Labormed, o Laboratório Biolab e o CDM Marília.

“O lançamento faz parte do movimento de expansão e diversificação de portfólio da Bradesco Saúde, com foco em produtos com olhar regional. Essa estratégia envolve oferecer uma rede com hospitais reconhecidos na região pela qualidade, além de preço competitivo, para podermos atender às necessidades de empresas dos mais variados perfis, sobretudo o segmento PME (Pequenas e Médias Empresas)”, destaca Flávio Bitter, diretor-geral da Bradesco Saúde.

Região Noroeste de São Paulo

A região Noroeste do Estado de São Paulo se destaca por sua força econômica e elevada qualidade de vida das suas cidades. Bauru, com uma população de mais de 390 mil habitantes (estimativa IBGE 2025), tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,801, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e mais de 74 mil empresas ativas, de acordo com o Sebrae. Já Marília, com mais 247 mil moradores, possui IDH 0,798 e mais de 47 mil empresas ativas, segundo as mesmas fontes. Os micro, pequenos e médios negócios possuem participação relevante na economia local, respondendo por 53,1% dos trabalhadores empregados por empresas em Bauru e por 63,6% em Marília, pelos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério da Economia, compilados pelo Sebrae.

Principais características do Regional Noroeste Paulista

O Bradesco Saúde Regional Noroeste Paulista oferece segmentação assistencial (ambulatorial + hospitalar com obstetrícia), que compreende cobertura para urgência e emergência, consultas, exames, terapias, internação e cirurgias, inclusive parto, e modalidades de acomodação em quarto individual ou em enfermaria.

Para garantir a sustentabilidade do modelo e mensalidades mais acessíveis, o produto adota a coparticipação obrigatória para o segmento SPG (30% nos grupos de procedimentos). Já para o segmento Empresarial (empresas a partir de 200 pessoas), a coparticipação é opcional e negociável.

Caso o beneficiário faça viagens nacionais a trabalho ou a lazer, também é possível contar com:

  • Seguro Viagem Bradesco: cobertura de até R$ 60 mil para despesas médicas em viagens nacionais, com até quatro acionamentos anuais (mesmo padrão de excelência aplicado em outras capitais).
  • Cobertura adicional para atendimento fora da abrangência geográfica: exclusivamente nos casos de urgência e emergência, beneficiários do plano Regional Noroeste Paulista podem contar com atendimento em hospitais parceiros, localizados em diversos municípios do território nacional.

Outros destaques:

·                Reembolso: reembolso específico para o segmento SPG e sob avaliação para o segmento empresarial.

 ·                Psicologia Online: Acesso facilitado a psicólogos da Conexa Psicologia Viva pelo app e pela área exclusiva do site Bradesco Saúde.

·                Saúde Digital: Telemedicina pelo app 24h por dia e consultas agendadas com profissionais de diversas especialidades.

·                Clube+Saúde: Descontos e cashback em produtos e serviços de saúde e bem-estar, como farmácias, academias, alimentação e suplementos.

·                Possibilidade de contratação simultânea: plano de saúde + plano odontológico.

·                Serviço adicional: na cidade de São Paulo, o produto ainda oferece, como cobertura adicional, acesso ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), para atendimentos selecionados.

Câmara aprova alteração em projeto de seguro rural e texto volta ao Senado

Fonte: CNN

Em uma votação que durou menos de 15 minutos, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o texto com alterações à proposta original sobre seguro rural. Com isso, o projeto deve voltar para apreciação do Senado Federal. A aprovação reformula o seguro rural, prevendo taxas de juros menores, prazos diferenciados e prioridade em operações de crédito rural quando amparadas por seguro.

O Projeto de Lei 2951/24 foi aprovado com substitutivo do relator Lupion, que fez poucas mudanças, como o detalhamento de cláusulas desse seguro como garantia nos empréstimos rurais. Na proposta do novo texto, que teve debate de turno único entre os parlamentares, o prêmio do seguro será subsidiado por fundo bancado com recursos públicos.

Segundo o texto, o fundo poderá ser composto por ações de empresas nas quais a União tenha participação minoritária, ou por excesso de ações necessárias ao controle de empresas de economia mista (como a Petrobrás), assim como imóveis e outros direitos da União.

O fundo apelidado de “Fundo Catástrofe” está previsto pela Lei Complementar 137/10, de 2010, mas, segundo a Câmara, não chegou a ir para frente por falta de investimentos e de regulamentação. Os parlamentares destacaram a necessidade dos produtores terem acesso ao seguro rural, em especial, devido aos problemas de acesso a crédito e de extremos climáticos.

Além disso, mencionaram que a urgência da aprovação se dá em razão do calendário de anúncio do Plano Safra 2026/27, que deve sair entre junho e julho. A proposta também estabelece prioridade no acesso ao crédito rural, inclusive em casos de prorrogação ou renegociação de dívidas.

O projeto ainda altera regras da Lei do Seguro Rural (10.823/2003) sobre o fornecimento de dados de produção. Atualmente, os produtores precisam apresentar informações históricas individualizadas dos ciclos produtivos anteriores.

Pela nova proposta, os tipos de informações exigidas passarão a ser definidos em regulamento do Poder Executivo.

Alterações de destaque

O substitutivo aprovado pela Câmara proíbe o contingenciamento ou bloqueio de despesas ligadas a obrigações constitucionais e legais, incluindo ações de subvenção ao prêmio do seguro rural.

Pelo texto, a subvenção ao seguro rural passa a ter execução orçamentária obrigatória, limitada ao valor previsto no projeto original da Lei Orçamentária Anual encaminhado pelo Executivo ao Congresso.

A proposta também autoriza o remanejamento de recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para o seguro rural, desde que a transferência não comprometa o funcionamento do programa nem as operações já contratadas.

Outra mudança prevista é a possibilidade de uso de recursos do fundo, a critério do conselho diretor, para fortalecer bancos de dados sobre operações de seguro rural e ações de zoneamento de riscos agropecuários.

O substitutivo ainda permite a criação de subfundos com patrimônios segregados para atender setores específicos do agronegócio.

Além disso, em relação ao seguro de atividades agrícolas, o substitutivo estabelece prazos para andamento do processo de obtenção da indenização após os eventos de sinistro.

A garantia de empréstimos também terá cláusulas específicas nas novas regras do seguro rural, caso o texto passe no Senado.

Outra alteração que consta no texto aprovado na Câmara é que o fundo de seguro rural transfira riscos para empresas resseguradoras, ou adquira Letras de Risco de Seguros (LRS), conforme regulamentação da Superintendência de Seguros Privados.

A LRS é um título de crédito vinculado a operações de seguros e resseguros, com livre negociação no mercado financeiro.

Como foi a votação

Antes da votação, o parecer foi lido em plenário pelo deputado Arnaldo Jardim(Cidadania-SP). O relatório recebeu parecer favorável das comissões de Agricultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça, que consideraram o projeto adequado do ponto de vista orçamentário, constitucional e jurídico. O substitutivo aprovado incorporou mudanças ao texto original do Senado, prevalecendo a versão apresentada pelo relator da Comissão de Agricultura.

O relator, Pedro Lupion, destacou que a cobertura de áreas seguradas no Brasil ainda é muito reduzida, principalmente por causa da “complexidade de marcos normativos, da insuficiência de recursos direcionados à subvenção, das incertezas inerentes ao acesso aos programas governamentais e das dificuldades operacionais enfrentadas por produtores e seguradoras”.

Durante a votação, parlamentares da federação PT-PCdoB-PV apresentaram um destaque para votação em separado do artigo 6º do substitutivo. O encaminhamento da votação foi feito pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), mas o plenário decidiu manter o texto como estava.

Após a conclusão da análise dos destaques, a Câmara aprovou a redação final da proposta, consolidando o texto que será reenviado ao Senado.

Na semana passada, o deputado federal Pedro Lupion apresentou o relatório do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que reformulou o marco legal do seguro rural no Brasil.

O parecer incluia execução obrigatória dos recursos da subvenção ao prêmio do seguro rural, prazos para pagamento de indenizações, uso das apólices como garantia em operações de crédito e mudanças no Fundo de Cobertura Suplementar dos Riscos do Seguro Rural.

Procura por seguro de joias cresce em meio à alta dos roubos de alianças em São Paulo  

Fonte: Howden

A procura por seguro de joias tem aumentado no Brasil em meio ao crescimento dos roubos de alianças, relógios e outros itens de valor em grandes centros urbanos. A avaliação é da Howden Brasil, filial da corretora global especializada em seguros de alta complexidade. O movimento ocorre em meio ao aumento dos roubos de alianças, relógios e joias registrados em grandes centros urbanos como São Paulo, onde foram contabilizados 11 casos por dia apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com Ricardo Minc, diretor de Esportes, Mídia e Entretenimento da Howden Brasil, o perfil de quem busca esse tipo de cobertura também mudou nos últimos anos. “Percebemos que a procura deixou de ser exclusiva de grandes colecionadores. Hoje, há um aumento real de clientes que desejam proteger itens de uso diário, como alianças de casamento e relógios, que possuem valor financeiro e emocional”, explica.

Para muitas pessoas, a dúvida é se o seguro residencial já não seria suficiente para garantir a proteção desses bens. No entanto, Minc esclarece que joias e relógios normalmente possuem restrições relevantes nas apólices residenciais tradicionais. Em muitos casos, há exclusão total para esse tipo de bem ou limites bastante reduzidos, geralmente vinculados apenas à cobertura de roubo ou furto qualificado dentro da residência.

O mercado brasileiro ainda é considerado pouco desenvolvido quando comparado aos Estados Unidos e à Europa, onde existem seguradoras especializadas exclusivamente nesse segmento. Como alternativa, o mercado especializado trabalha com o modelo Jewelry Insurance”, que opera no formato “all risks” (todos os riscos). Segundo Minc, a proposta é aproximar o mercado brasileiro de um padrão já consolidado nos Estados Unidos, focado no uso real do bem e não apenas na proteção da residência. Essa modalidade oferece cobertura dentro e fora de casa, em eventos e viagens internacionais, protegendo não apenas contra roubo, mas também contra danos acidentais, quebra e perda de pedras preciosas.

Em termos práticos, a cobertura permanece válida em qualquer lugar do mundo enquanto a joia está sendo utilizada. Segundo Minc, esse é um diferencial relevante em um momento em que relatos de roubos envolvendo turistas brasileiros em grandes capitais internacionais têm se tornado mais recorrentes. Quando as peças não estão sendo utilizadas, a regra geral é que fiquem guardadas em um local trancado, sem obrigatoriedade de cofre para a maioria das situações. A exigência do cofre ocorre prioritariamente em hotéis, onde é necessário utilizar o equipamento do quarto ou da recepção sempre que disponível.

A flexibilidade também se estende à contratação, pois mesmo peças herdadas de família ou sem nota fiscal podem ser protegidas. Nesses casos, o processo é viabilizado por meio de fotos, descrições detalhadas e laudos de avaliação, o que garante um valor de reposição justo em caso de sinistro.

Para Ricardo Minc, o ponto central é ampliar o conhecimento sobre as novas modalidades do mercado. “O desafio é mostrar que o seguro de joias não é algo burocrático ou inacessível, mas uma ferramenta para que as pessoas possam usar seus bens no dia a dia com mais tranquilidade em diferentes ambientes”, finaliza.

Inteligência artificial deve transformar seguros nos próximos anos, afirma o presidente da CNseg

“A inteligência artificial já entrou definitivamente na agenda estratégica do mercado segurador e tende a provocar mudanças profundas na forma como seguros serão comercializados e operados nos próximos anos”, afirmou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, durante participação na sexta edição do Conexão Futuro Seguro. O evento, realizado em 26 de maio, em formado presencial e online, foi promovido pela Escola de Negócios e Seguros – ENS, em parceria com a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor) e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR).


Ao comentar os impactos da IA no setor, Dyogo comparou o atual momento tecnológico à chegada dos computadores nas décadas de 1970 e 1980. Segundo ele, a adaptação às novas ferramentas deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para empresas e profissionais.


“O que muitos estão falando é que quem não tiver inteligência artificial, esse sim vai ser excluído do mercado”, afirmou. 


O presidente da CNseg citou uma pesquisa realizada pela Confederação no ano passado mostrando que todas as seguradoras brasileiras já possuem projetos ligados à inteligência artificial, ainda que em diferentes níveis de maturidade. Os resultados observados até agora, segundo ele, ainda são modestos em termos de redução de custos e expansão de negócios, mas apontam para uma trajetória sem volta. 


Dyogo destacou que, embora o conceito de inteligência artificial tenha origem em estudos matemáticos da década de 1950, a tecnologia entrou recentemente em uma fase de crescimento exponencial. Para ele, o que existe atualmente representa apenas o início das transformações que ainda virão.


“O que a gente está vendo de Inteligência Artificial hoje é apenas uma pequena semelhança do que vai acontecer nos próximos cinco ou dez anos”, afirmou. 


Durante o debate, o presidente da CNseg também buscou afastar a percepção de que a IA substituirá completamente o trabalho humano. Segundo ele, a tecnologia deve funcionar como instrumento de apoio às pessoas, ampliando capacidades e tornando processos mais eficientes.


Para ilustrar as mudanças provocadas pela inovação tecnológica no mercado segurador, Dyogo lembrou que, há poucas décadas, seria difícil imaginar a venda de seguros por aplicativos de mensagens. Hoje, no entanto, ferramentas digitais já fazem parte da rotina dos corretores e consumidores.


“Não sabemos exatamente como estaremos usando inteligência artificial daqui a dez anos para vender seguros, mas é absolutamente certo que estaremos usando de alguma maneira”, disse. 


Ao encerrar sua participação, Dyogo Oliveira afirmou que o setor deve acompanhar as transformações tecnológicas sem receio, mas com responsabilidade e atenção às oportunidades concretas trazidas pelas novas ferramentas. Segundo ele, apesar de ainda estar em estágio inicial, a inteligência artificial já demonstra potencial para ampliar a eficiência, apoiar decisões e criar novas possibilidades para o mercado segurador.

Tokio Marine cria diretoria Assessorias Brasil e unifica diretorias Norte e Nordeste

Marcelo Goldman Tokio Marine Seguradora

Em continuidade às ações estratégicas que vem implementando para aprimorar o atendimento aos Corretores de Seguros, a Tokio Marine anuncia a criação da Diretoria Assessorias Brasil, sob a liderança de Ronaldo Dalcin, e a unificação das Diretorias Norte e Nordeste, agora sob responsabilidade de Cefas Rodrigues. Os objetivos das iniciativas são ganhar eficiência operacional, padronizar rotinas e garantir que os times comerciais estejam cada vez mais próximos dos cerca de 50 mil Corretores e Parceiros de Negócios que hoje trabalham com a Companhia. 
 

Com as mudanças, a Diretoria Comercial Nacional Varejo e Vida da Tokio Marine fica estruturada em quatro verticais especializadas: duas dedicadas a Produtos (Vida e Produtos PJ) e duas focadas em Canais de Distribuição (Assessorias e Grupos Econômicos). “Temos como missão atender o Corretor com excelência, entendendo cada vez mais suas demandas e as características de cada negócio. Dessa forma, esses dois movimentos refletem a importância de uma operação que combina conhecimento técnico, atendimento consultivo e especializado e visão estratégica”, afirma o Vice-Presidente Comercial e Produtos Massificados, Marcelo Goldman. 
 

Para Ronaldo Dalcin, até então responsável pela região Nordeste, assumir a Diretoria Assessorias Brasil é ampliar o compromisso da Companhia com esse importante canal de distribuição. “As Assessorias ocupam um papel estratégico em nosso negócio: atuam como importante conexão comercial e dão suporte para os Corretores atuarem como Consultores de Proteção dos nossos Clientes. Nesta nova jornada, o foco é fortalecer nosso relacionamento por meio de escuta ativa e direcionamento claro, impulsionando resultados consistentes em todo o país”, destaca.
 

Já Cefas Rodrigues, que liderava a atuação da Companhia no Norte do país, reforça que a unificação do atendimento com o Nordeste é um movimento estratégico, considerando o potencial econômico das duas regiões. “Agora podemos atuar de maneira ainda mais assertiva nesses importantes mercados, compartilhando experiências, fortalecendo nossas melhores práticas e ampliando nossa capacidade de relacionamento com Corretores e Clientes”, comenta o executivo.
 

Ainda como parte das alterações na estrutura organizacional da Diretoria Comercial Varejo e Vida, o executivo Renato Almeida assumiu, em março, a cadeira de Superintendente Comercial de Grupos Econômicos e Comercial PJ.

El Niño leva incerteza aos produtores rurais da bacia do Paraná 


O IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada a pesquisa e desenvolvimento, elaborou relatório que avalia os impactos do El Niño, investigando a relação entre as fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos de seca e indicadores de sinistralidade do seguro rural na Bacia Hidrográfica do Paraná. A área analisada abrange estados estratégicos para o agronegócio, como São Paulo e Paraná, com forte relevância para a produção nacional de soja.
 

Segundo o prognóstico oficial da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) emitido em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento de El Niño no trimestre de maio a julho, com 96% de probabilidade de desenvolvimento até dezembro de 2026. Assim, o cenário mais provável indica neutralidade no curtíssimo prazo e transição para El Niño ao longo de 2026, com persistência provável até pelo menos o fim do ano. 
 

O El Niño é identificado principalmente por anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial. Quando essa faixa do oceano fica mais quente que o normal, caracteriza-se o El Niño; quando fica mais fria que o normal, configura-se a La Niña. Essas mudanças no oceano alteram a circulação atmosférica, deslocam áreas de nuvens e chuva e, por isso, afetam o clima em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. 
 

Variações climáticas influenciam diretamente a disponibilidade hídrica, a produção agrícola e a sinistralidade do seguro rural no país. O estudo propõe, portanto, um conjunto de indicadores capaz de conectar condições climáticas globais; indicadores regionais de seca; e métricas de sinistralidade do seguro rural.
 

“Essa integração permite avaliar o risco climático de forma mais ampla, conectando sinais de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente Atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D). Além de apoiar o desenvolvimento de indicadores de alerta precoce, a metodologia contribui para fortalecer estratégias de subscrição, monitoramento e gestão de portfólio no seguro rural.
 

Foco da análise do IRB(P&D), a Bacia Hidrográfica do Paraná tem forte atividade agrícola, expressiva contribuição econômica, relevância energética e ampla abrangência territorial. Somente em dois estados, São Paulo e Paraná, em 2023, o Valor Bruto de Produção Agropecuária brasileiro superou R$ 1,3 trilhão, sendo que grande parte desse total é gerada em municípios pertencentes à bacia.
 

Como a dinâmica agrícola predominante na bacia é sensível à disponibilidade hídrica, sobretudo quando déficits de chuva coincidem com fases críticas do ciclo das culturas, as fases do fenômeno podem repercutir em perdas de produtividade e em impactos econômicos associados. “Compreender a relação entre o El Niño e a seca na região é decisivo para qualificar o diagnóstico climático e aprimorar a antecipação de impactos sobre a produção agrícola e a gestão de recursos hídricos”, afirma. 
 

Os resultados do estudo conduzido pelo IRB(P&D) indicam que o El Niño pode influenciar de forma relevante a dinâmica das condições hidrológicas regionais, com possíveis repercussões sobre a produção agrícola e sobre o comportamento das perdas no seguro rural. Ao mesmo tempo, a análise mostra que essa relação não é linear e se manifesta de forma heterogênea no espaço, reforçando a necessidade de abordagens regionalizadas.
 

Desta forma, apesar da elevação das probabilidades, a previsão ainda deve ser interpretada com cautela, tanto pela incerteza inerente ao horizonte sazonal quanto pela possibilidade de diferentes intensidades do evento. O sinal mais robusto aparece no Norte e em parte do Nordeste, onde tende a aumentar o risco relativo de redução de chuva, estiagem e estresse hidrológico. No outro extremo, o Sul do Brasil é a região em que o sinal de mais chuva, maior chance de episódios extremos e maior risco de cheias costuma aparecer com mais consistência.
 

“O sinal existe, é monitorável e deve entrar na avaliação de risco, especialmente para seca no Norte e Nordeste e cheias no Sul. Porém, é essencial evitar falsas dicotomias. O fato de o El Niño aumentar o risco de determinados impactos não significa que ele, sozinho, determine o que ocorrerá em cada estado, bacia hidrográfica, cidade ou carteira de ativos”, reforça Reinaldo.

AXA no Brasil anuncia Juliana Amaral como nova Diretora Jurídica e de ESG

A AXA no Brasil reforça seu time executivo com a chegada de Juliana Amaral como nova Diretora Jurídica e de ESG. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de seguros, resseguros e bancário, a executiva assume o desafio de consolidar a estratégia da companhia em ESG em um período de profundas transformações no setor. Juliana responderá diretamente a Alexandre Campos, Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e ESG da AXA no Brasil.

Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Direito Processual Civil pela PUC-SP e extensão pela GVLaw, Juliana Amaral construiu uma trajetória sólida liderando equipes multidisciplinares por mais de uma década em diretorias jurídicas e de sinistros. Também atua como professora na Escola de Negócios e Seguros (ENS) e é Vice-Presidente de relações com o mercado na Comissão de Seguros e Resseguros da OAB São Paulo (gestão 2024–2026).

Juliana chega à AXA em um momento estratégico para o mercado segurador brasileiro. A executiva estará à frente do aprimoramento das mudanças decorrentes do novo marco regulatório de seguros, garantindo que a companhia não apenas atenda às exigências, mas também utilize a conformidade regulatória como uma vantagem competitiva e estratégica.

“A trajetória da Juliana reúne exatamente as competências de que precisamos para navegar neste novo cenário do setor. Sua liderança será fundamental para apoiar a tomada de decisões de negócios com agilidade e segurança”, afirma Alexandre Campos.

Além das frentes jurídica e regulatória, Juliana ficará responsável pela condução do novo plano estratégico de ESG da companhia, aprovado em 2025. Entre os desafios da executiva estão o acompanhamento das metas e projetos da agenda ESG, além do fortalecimento da integração dos pilares ambiental, social e de governança à cultura organizacional e às operações da AXA no Brasil.

“Sempre tive uma visão técnica muito próxima da subscrição e uma troca constante com essa área. Além de trazer essa experiência comigo, também assumo, pela primeira vez, o desafio de atuar diretamente em ESG, embora já tenha vivência no tema por meio da minha atuação em compliance e desde o início de 2026 como uma das líderes do pilar de gênero junto ao Instituto pela Diversidade e Inclusão no setor de Seguros (IDIS). Estou animada com esse novo desafio e com a possibilidade de construir entregas com propósito, ações que gerem valor com responsabilidade corporativa e foco no desenvolvimento sustentável de longo prazo”, afirma Juliana.

Empresas se unem e emitem Letras de Risco de Seguros aberta ao mercado com captação de R$ 126 milhões

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O mercado financeiro brasileiro inaugura uma nova fase com a emissão da primeira Letra de Risco de Seguro (LRS) com distribuição ao mercado, construída em parceria entre Avla Seguros, Galapagos Capital, Tivio Capital e a fintech Marvin. Com captação de R$ 126 milhões, o título é voltado para investidores profissionais e foi desenvolvido para cobrir operações de seguro de crédito de uma grande varejista. A iniciativa conta ainda com a participação da assessoria jurídica dos escritórios Mattos Filho, Pinheiro Neto Advogados e Madrona Advogados. 

A operação é a quarta emissão de LRS no Brasil e a primeira com distribuição ao mercado, conectando de forma direta o mercado de seguros ao mercado de capitais, em um contexto de crescente demanda por soluções de seguros e ativos alternativos de investimento.

Criada no âmbito do novo marco legal da securitização de 2022 (Lei nº 14.430/2022), a LRS surge como um instrumento estratégico ao permitir a transferência de riscos de seguros e resseguros para o mercado de capitais, ampliando as possibilidades de financiamento do setor e criando uma alternativa de diversificação para investidores no país. Na prática, o instrumento funciona como um título estruturado, no qual os recursos aportados pelos investidores servem como lastro para operações de seguro (neste caso, seguro de crédito). Esse capital atua como garantia para eventuais sinistros: caso o evento previsto não ocorra, o investidor recebe o valor aplicado acrescido da remuneração previamente acordada; já na ocorrência do sinistro, parte ou a totalidade dos recursos pode ser direcionada ao pagamento de indenizações, havendo nesse tipo de instrumento estruturado garantias que resguardam os interesses dos investidores.

“A LRS permite acessar o capital do mercado financeiro de forma direta para financiar riscos de seguros, criando uma alternativa tanto para investidores quanto para o setor. O modelo representa uma mudança importante na lógica tradicional do mercado ao estabelecer uma ponte direta entre quem assume risco e quem busca oportunidades de investimento”, afirma Felippe Astrachan, CEO da Avla Brasil, seguradora que liderou o processo.

“A aceleração da disseminação deste instrumento no mercado implica um longo prazo de aprendizado, que somente agora está ganhando maior tração. As primeiras emissões foram criadas do zero, sem referências que pudessem agilizar o processo. Desta forma, tivemos que educar tanto as seguradoras, como os investidores, para a compreensão deste novo segmento. Hoje, temos um arcabouço contratual já implantado e os players já possuem um conhecimento mais avançado sobre as LRS, o que permite que novas emissões ocorram de forma mais rápida”, diz Roberto Takatsu, sócio da área de seguros da Galapagos Capital.

Nos Estados Unidos, o mercado de ILS (Insured Linked Securities) já apresenta elevado grau de maturidade: apenas em 2025, foram registrados US$ 24,7 bilhões em novas emissões, totalizando cerca de US$ 60 bilhões em estoque, impulsionados pela alta demanda e pela forte presença de grandes investidores institucionais.

“O potencial desse instrumento é amplo, tanto pela diversidade de riscos que podem ser estruturados quanto pela capacidade de atrair diferentes perfis de investidores. Estamos no início de um movimento que pode transformar a forma como o risco é financiado no país”, diz Astrachan, que já avalia potenciais novas emissões.

A Tivio Capital, gestora dedicada a ativos alternativos do Grupo Bradesco, atua na operação como gestora dos ativos e investidora âncora, tendo participado ativamente da estruturação desde o início da operação. A participação nessa LRS  reforça o posicionamento da gestora na vanguarda do desenvolvimento de soluções de investimentos alternativos no país visando a sofisticação da grade de produtos do Bradesco.

“A LRS ainda é um instrumento recente no Brasil, embora já bastante difundido no exterior. Para nossos clientes, representa acesso a uma fonte de retorno descorrelacionada de renda fixa e renda variável, com relação de risco retorno favorável — algo que antes era restrito a seguradoras e resseguradoras. Essa operação é mais um passo na construção de uma plataforma de alternativos robusta e diversificada, que segue em expansão”, afirma Matheus Alencastro, responsável pela operação na Tivio Capital.

A Marvin atuou como agente de garantias e co-estruturador da operação, viabilizando a emissão através da constituição e gestão do colateral financeiro. “Estamos muito satisfeitos com o sucesso dessa primeira emissão. Encontramos na Avla um parceiro igualmente inconformado com o ‘não dá para fazer’. Essa é a primeira de uma série que vamos lançar ainda este ano.”, afirma Bernardo Vale, CEO da Marvin.