A Allianz Seguros colocou a escuta de corretores, clientes e funcionários no centro de uma nova etapa de crescimento no Brasil. Em entrevista ao Sonho Seguro, Eduard Folch, presidente da companhia, contou que cerca de 250 funcionários de diferentes áreas participaram das discussões que deram origem a mais de 1000 iniciativas, com mais de 300 já implementadas. O movimento extrapolou a sede da seguradora: Folch e outros integrantes da diretoria têm percorrido diferentes regiões do país para ouvir funcionários e corretores e identificar demandas locais. “São pequenas coisas que operacionalmente impactam muito a vida do cliente e do corretor”, afirmou.
Essa escuta já se traduziu em mudanças em produtos e coberturas. Folch citou novidades em Automóvel, maior flexibilização do seguro de Vida, soluções em Transportes e a expansão da carteira Rural para novas culturas. O agronegócio, segmento no qual a Allianz já ocupa posição relevante, ganhou ainda mais importância diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos. A companhia pretende combinar a experiência acumulada pelo Grupo Allianz em diferentes países com conhecimento local para aprimorar a avaliação dos riscos e desenvolver coberturas adequadas à realidade brasileira.
As mudanças climáticas, segundo Folch, exigem uma atuação que vá além da indenização depois da ocorrência do sinistro. A experiência internacional do grupo permite trazer para o Brasil ferramentas e conhecimento utilizados na avaliação da exposição de empresas, propriedades e residências a eventos extremos. A Allianz já estuda como adaptar algumas dessas soluções às características brasileiras, inclusive com informações capazes de ajudar clientes a compreender melhor sua exposição e adotar medidas de prevenção e adaptação. No seguro Rural, essa capacidade ganha peso adicional diante das perdas provocadas por secas, enchentes e outros fenômenos que vêm afetando diferentes regiões produtoras.
Tecnologia e inteligência artificial formam outro pilar da transformação. Os investimentos estão concentrados tanto em ferramentas para aumentar a produtividade dos funcionários quanto na simplificação da jornada de clientes e corretores. A seguradora quer utilizar dados e IA para antecipar necessidades, reduzir etapas dos processos e acelerar a criação e adaptação de produtos. Folch destacou que a estratégia de eficiência permitiu à companhia ampliar os negócios sem crescimento proporcional de sua estrutura de pessoal.
A busca por eficiência, porém, não significa substituir o relacionamento pessoal pela tecnologia. Depois do período de forte digitalização provocado pela pandemia, a Allianz voltou a investir na proximidade física com os corretores, inclusive por meio de estruturas regionais e espaços dentro da própria companhia. “Estamos aqui para apoiar o corretor. Não queremos perder a parte humana”, afirmou Folch. Para ele, seguros continuam sendo um negócio baseado em confiança, no qual a tecnologia deve facilitar a relação entre as pessoas, e não eliminá-la.
O desafio agora é transformar essas mudanças em maior participação no mercado brasileiro. Folch defende produtos mais personalizados, coberturas que entreguem valor percebido pelo cliente e eficiência operacional para tornar o seguro mais competitivo e acessível. A estratégia combina a capacidade global do Grupo Allianz com soluções desenvolvidas a partir das necessidades brasileiras e uma relação mais próxima com a distribuição. Na visão do executivo, há espaço significativo para expansão diante da ainda baixa penetração dos seguros no país — e corretores, tecnologia, inovação em produtos e adaptação aos novos riscos serão peças centrais dessa próxima fase.





















