Prêmios de Seguros de Pessoas superam R$ 40 bilhões no primeiro semestre de 2026

Resultado representa alta de 10% em relação ao mesmo semestre do ano passado

O relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, mostra que os prêmios em seguros de pessoas totalizaram R$ 41,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2026, um crescimento de 10% quando comparado com o mesmo período de 2025.

Ainda para o primeiro semestre do ano, destacam-se os seguros Prestamista e contra Doenças Graves, que obtiveram um avanço nominal de 19,2% na mesma base de comparação. Do total de prêmios, 48% foram destinados ao seguro de Vida (modalidades individual e coletiva), 30% no Prestamista e 11% em Acidentes Pessoais.

Segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi, o crescimento dos seguros de pessoas é contínuo e sustentável, mas o alcance, em termos de vidas protegidas, ainda é muito pequeno. “Como indústria temos urgência em chegar ao cidadão e entender a sua real necessidade, com novas possibilidades de produtos, mais flexíveis e que melhor se adequem ao seu momento de vida, à exemplo do Seguro de Vida Universal” pontua o executivo, exemplificando com a modalidade de seguro ainda em fase de homologação no Brasil.

Franco reforça que estas questões são tão relevantes e urgentes para a Fenaprevi, que a entidade dedicou os três primeiros painéis do XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada (marcado para 16 de setembro) “Vamos discutí-las nas diversas nuances: conhecendo o que a população tem a nos dizer, por meio do resultado da Pesquisa Fenaprevi / Datafolha 2026; nas reflexões relacionadas a “Como Aumentar a Proteção Securitária da População – O papel relevante do Seguro de Vida Universal; e no debate acerca de “Os Desafios da Distribuição”, conta o executivo, adiantando a programação do evento.

Cerca de R$ 9 bilhões em indenizações 
Apenas no primeiro semestre de 2026, os sinistros pagos aos segurados e seus familiares (indenizações) totalizaram R$ 8,9 bilhões, resultado 7,9% maior que o ano anterior, na mesma base de comparação. Ao distribuir esse montante por tipo de produto, a análise mostra que 51% do total foi pago em seguros de Vida, 23% no Prestamista e 11% em Acidentes Pessoais.

Os produtos que apresentaram as maiores elevações também no período de análise foram o seguro contra Doenças Graves (41,5%) e o Vida Individual (19,9%).

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Mini bio Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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