FF Seguros avança em seguro transporte com investimentos em tecnologia e especialização

De janeiro a outubro de 2023, o seguro transporte movimentou receitas de R$ 4,5 bilhões, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A FF Seguros avançou, no mesmo período, 17%, para R$ 175 milhões

Transformação, digital e consistência. Essas palavras chaves resumem 2023 para a FF Seguros, que teve um ano considerado pela equipe comandada pelo CEO Bruno Camargo como “incrível”. “Encerramos 2023 com resultados positivos mesmo num ano muito desafiador para o país e num período de transformação para a seguradora, que consolida sua plataforma de venda digital. 2024 ainda traz desafios na economia e mudanças regulatórias importantes em seguros, exigindo a dedicação de todo o time não só na área atuarial como de toda a FF Seguros, pois o digital e a inovação incluem desde especialistas em riscos específicos das grandes empresas até a busca por maior diversidade e sustentabilidade em toda a cadeia de negócios”, afirma Marcello Van Cleef, head de cargo da FF Seguros. 

2023 teve um gostinho especial para a equipe FF Seguros. Isso porque a companhia veio de um 2022 com perdas relevantes na carteira de seguros rural diante das mudanças climáticas, que devastaram o plantio de produtores no Nordeste com seca extrema e do Sul com chuvas intensas. O setor como um todo, amargou mais de R$ 3 bilhões em indenizações no seguro rural no ano de 2022 e nos primeiros dez meses de 2023 outros R$ 2 bilhões, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). De janeiro a outubro de 2023, o lucro da FF Seguros foi de R$ 82,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 125 milhões divulgado em mesmo período do ano passado. 

O objetivo da equipe é colocar a FF Seguros numa posição de destaque e liderança nos segmentos em que atua prestando um serviço diferenciado para a sociedade. “Foram muitas inovações em toda a companhia, especialmente na minha área de seguro transporte. Todos fizeram a sua parte para conquistarmos bons resultados e este é o nosso ambiente de trabalho para este ano. Em 2024 temos melhorias em automação de processos. Vemos o digital como um caminho para transformação contínua da companhia para atrair clientes, corretores e entregar resultados aos acionistas, o que imprime a resiliência e sustentabilidade do grupo no Brasil”, comenta Cleef. 

Seguro transporte é uma carteira tida como “nervosa” em todo o setor no Brasil. Além dos desafios tradicionais como a falta de investimento em infraestrutura, a logística e a má condição de boa parte das rodovias, há dificuldade em controlar as perdas. “O roubo de mercadorias está mais controlado com o uso de inteligência de dados, mas agora temos um elevado índice de acidentes e incêndios para monitorar e achar as melhores soluções. Tivemos um primeiro trimestre ruim, com sinistralidade elevada. Remodelamos a aceitação de riscos, ajustamos apólices deficitárias e revertemos o resultado de abril a dezembro, mantendo a sinistralidade inferior a 50%”, conta. As vendas em seguro transporte avançaram 9,2% em 2023, R$ 209 milhões em prêmios emitidos e 13% em prêmios ganhos, para R$ 190 milhões, valores comparados a 2022. A sinistralidade em 2023 ficou em 47%, bem abaixo dos 63% de 2022.

Para um comparativo com o setor, de janeiro a outubro de 2023 (dados mais atuais divulgados pela Susep), o seguro transporte movimentou receitas de R$ 4,5 bilhões, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A FF Seguros avançou, no mesmo período, 17%, para R$ 175 milhões. “Este crescimento foi sustentado por investimento em tecnologia e contratação e de pessoas, o que nos permitiu melhor gestão da tendencia de sinistralidade nos diversos nichos, como agronegócios, eletrônicos e farmacêuticos, bem como a conquista de novos negócios diante da tecnologia embarcada apresentada ao cliente, que quer evitar acidentes para que sua mercadoria chegue segura no destino final”.  

Em 2023 o segmento de seguro transporte também enfrentou o desafio de lidar com uma nova regulamentação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 14.599/23, que muda consideravelmente a dinâmica de contratação do seguro entre o Embarcador e Transportador. A Lei ainda depende de regulamentação da Susep. “Como a autarquia ainda não se manifestou, as seguradoras estão se autorregulando e buscam entendimentos sobre a aplicação da lei, com debates interessantes sobre como melhor direcionar os negócios de forma segura, sem questionamentos legais futuros”, conta Cleef. 

A lei tende a gerar um aumento do volume de prêmios (valor pago pelos clientes à seguradora) por exigir averbação da totalidade dos embarques. Porém, o setor sabe que isso também trará um aumento no volume de indenizações pagas, o que exige uma gestão ainda mais cuidadosa das carteiras, com o uso de dados apoiando a subscrição de riscos. “Os dados auxiliam num melhor gerenciamento de risco, o que beneficia todos os envolvidos no negócio, com menos acidentes e gastos”, cita. 

Legislação à parte, que segundo Cleef vem para melhorar o ambiente de negócios quando definida, o dia a dia dos negócios em seguro transporte passa por revolução motivada pela transformação da economia com o digital. “Investir em tecnologias para elevar a eficiência da gestão é o que mais tem consumido nossas horas de trabalho, principalmente em um país que predominantemente envia e recebe cargas pelas rodovias”, diz. 

E são as mesmas palavras, “transformação aliada a consistência”, que dão o ritmo em 2024 para que a FF Seguros supere os resultados de 2023, com a autonomia dos times impondo os valores da companhia no longo prazo, com resultados ano após ano melhores. “Investimos em tecnologia e seguimos sendo uma seguradora de pessoas. E temos a certeza de que teremos um ano tão bom quanto foi 2023 e o seguro transporte dará a sua contribuição”, finaliza o head de cargo da seguradora. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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