Depois de dois anos fora do mercado com a morte do presidente do grupo Aliança da Bahia, Paulo Sérgio Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho, aos 81 anos em 2018, apenas gerenciando runnof da operação, acionistas da centenária seguradora decidiram reativá-la em um formato totalmente diferente. A Alba Seguradora (AL de Aliança e Ba de Bahia) vai atuar no segmento oposto ao da marca que por 153 anos de atividade foi referência: de grandes riscos agora terá atuação em seguros massificados.
“Fundada na Bahia no Segundo Reinado, quando teve a sua primeira apólice de seguro marítimo autorizada pelo imperador Dom Pedro II, a tradicional empresa atravessou as várias fases da República brasileira e guerras mundiais, sobrevivendo a inúmeras moedas e crises econômicas. Agora se renova com a transformação digital e inicia um novo ciclo como Alba Seguradora em tempo de globalização, conectividade e inteligência artificial”, informa o diretor comercial e de operações, Solon Barreto.
Com consultoria da Ernst Young, foi realizado um estudo de mercado e iniciado o desenvolvimento do novo projeto que gerou nova marca, que teve o trabalho de rebranding, reflete a combinação da tradição e experiência com inovação tecnológica, reforçando o conceito de que o cliente está sempre no centro das atenções.
Nesta nova investida, acompanhada de plena atualização tecnológica em parceria com a i4pro, que implantou o novo sistema, a Alba Seguradora restabelecerá operações com novos focos. “Se antes atuávamos fortemente em grandes riscos, agora a meta é atender à demanda de distribuição de seguros massificados”, comenta em nota, especialmente em nos ramos de riscos pessoais, riscos patrimoniais, contemplando prestamista e garantia estendida.
O plano para atingir esses mercados será via o canal corretor, em sincronia com as ferramentas digitais, além de parcerias com representantes varejistas, entre outros do segmento affinity. Segundo informa Barreto, já há contrato firmado com uma das maiores varejistas baiana para oferta de seus produtos como a garantia estendida, prestamista, entre outros. A distribuição em balcões financeiros e digitais também farão parte dos canais de vendas.
Para Barretto, o potencial de mercado brasileiro de seguros é muito grande. Segundo ele, menos de 10% da população tem seguro de vida individual, afora também o baixo índice dos demais produtos quando comparado a outros países. O crescente interesse pela educação financeira do povo brasileiro é um fator estimulador do mercado de seguros, que movimenta atualmente 6% do PIB nacional, de acordo com a CNSeg. Em 2022, o setor faturou – excluindo-se DPVAT, saúde complementar e previdência – cerca de R$ 160 bilhões.
O coquetel de lançamento da seguradora será no próximo dia 6 de junho, em Salvador. Inicialmente a prioridade da Alba Seguradora é o mercado do Nordeste. A ideia é que a expansão para outras regiões do país se realize paulatinamente num processo de capilarização programada.


















