Lucro da Porto Seguro recua 29,1%, para R$ 880,6 milhões, no acumulado até setembro de 2021

Os prêmios emitidos totais do Auto avançaram acima de 12% tanto no trimestre quanto no acumulado do ano, com adição de 419 mil veículos nos últimos 12 meses, o maior crescimento anual de itens em mais de 7 anos

A Porto Seguro registrou lucro líquido recorrente foi de R$ 206,5 milhões no terceiro trimestre, queda de 47,5%, e de R$ 880,6 milhões no acumulado de janeiro até setembro de 2021, queda de 29,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo comunicado do grupo, no terceiro trimestre e nos nove primeiros meses de 2021, a jornada de aceleração do crescimento dos negócios se manteve, evidenciado pela expansão na receita total de 15,4% (vs. 3T20) no trimestre e de 13,0% no acumulado do ano (vs. 9M20), e pela ampliação considerável na base de clientes, tanto em produtos mais maduros quanto nas iniciativas mais recentes.

Os prêmios emitidos totais do Auto avançaram acima de 12% tanto no trimestre quanto no acumulado do ano, com adição de 419 mil veículos nos últimos 12 meses, o maior crescimento anual de itens em mais de 7 anos. Na marca Porto Seguro, os prêmios trimestrais cresceram 14,6%, com aumento de 104 mil veículos na frota segurada (vs. 3T20), enquanto na marca Azul, os prêmios aumentaram 8,6%, favorecidos pelo crescimento de 316 mil veículos (vs. 3T20), o que representa o maior incremento de itens em um ano na história da marca.

A sinistralidade consolidada do Auto atingiu 55,9% no 3T21 e 50,1% no acumulado de janeiro a setembro de 2021, impactada principalmente pelo retorno da circulação de veículos, em razão da redução do impacto da pandemia sobre a mobilidade da população. Comparando a sinistralidade atual com a registrada no 9M19, um período mais comparável antes do início da pandemia, a sinistralidade do 9M21 ainda está em nível inferior ao do 9M19, e a do 3T21 está no mesmo nível do ano de 2019 até setembro. Esse desempenho é reflexo de uma boa gestão dos nossos modelos de precificação, subscrição de riscos e custo dos sinistros, que são ajustados de forma dinâmica para se adequar rapidamente à variação da sinistralidade.

No Patrimonial, evoluímos 10,5% em prêmios em comparação ao 3T20, impulsionados principalmente pelo seguro Empresarial (+16,4% vs. 3T20), que incrementou 28 mil empresas em seu portfolio, beneficiado pelo aumento da atividade econômica e pelas ações comerciais realizadas no período. No Residencial, ampliamos em 80 mil o número de residências seguradas, explicado principalmente pelo aumento da demanda por proteção e serviços.

Destaque também para carteira de Transporte, que cresceu 23,8% em comparação ao 3T20, impulsionado pela retomada no fluxo de cargas do Brasil e das ações comerciais realizadas. Dentro da linha de “Outros”, que cresceu 18,7% no período (vs. 3T20), os novos seguros obtiveram crescimento expressivo, destacando os seguros para celulares/smartphones, e seguro para bike.

No 3T21, atingimos 4,1 milhões de vidas seguradas, um aumento de 7,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A redução de 29% frente ao número de vidas seguradas no 3T19 se deve principalmente pelo fechamento/redução de quadro de empresas, restrições às operações de varejo (prestamista) e suspensão de eventos, com coberturas de Acidentes Pessoais, durante a Pandemia, ainda em fase de retomada. O crescimento entre 3T20 e 3T21 contribuiu para um aumento nos prêmios do Vida de 14,9% (vs. 3T20), impulsionados principalmente pelos prêmios de seguro de Vida Individual, que cresceram 16,0% no trimestre (vs. 3T20) e pelo Vida Coletivo, que expandiu 17,1% no período (vs. 3T20). O Seguro Viagem seguiu a trajetória de retomada do crescimento, mais do que dobrando o volume de prêmios em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, seguimos avançando na estratégia de oferecer produtos que promovam a inclusão securitária também no Vida, através de iniciativas como o Vida On, nosso novo seguro digital.

A sinistralidade do Vida atingiu 47,0% no 3T21, apresentando uma melhora significativa em relação ao trimestre imediatamente anterior (-28,4 p.p. vs. 2T21), decorrente da redução substancial no número de mortes por Covid-19 conforme o avanço da vacinação no país.

No consolidado de todos os negócios de seguros, o índice combinado recorrente atingiu 95,2% no 3T21 (+7,3 p.p. vs. 3T20). O aumento é decorrente essencialmente da elevação da sinistralidade do Auto (explicado principalmente pelo retorno da circulação de veículos) e do Saúde (explicado pela volta dos eventos eletivos somados aos eventos de Covid-19). A sinistralidade total permaneceu em linha com a média histórica (55,3% no 3T21 vs. 55,4% de média entre 2010 -2019).

Já na vertical de Negócios Financeiros, cresceu 28,8% (vs. 3T20) em receitas, alavancados principalmente pelas operações de Crédito e Financiamento, cuja carteira de crédito atingiu R$ 12,5 bilhões, um aumento de 41,4% nos últimos 12 meses. Obtive um crescimento significativo também nas receitas da vertical Serviços (+46,0% vs. 3T20), decorrente principalmente do avanço do Carro Fácil, que expandiu seu faturamento em 81,4% e atingiu 9,2 mil contratos ativos (+60,3% vs. 3T20).

O resultado financeiro recorrente atingiu R$ 54,8 milhões no trimestre, através de um retorno sobre as aplicações financeiras (ex-previdência) de 1,55% (equivalente a 127% do CDI no período). Esse resultado é decorrente principalmente do retorno sobre as alocações em títulos indexados à inflação, parcialmente impactado pelo desempenho dos ativos de renda variável.

No campo societário, em outubro adquirimos participação majoritária na Atar, fintech que desenvolve soluções de Banking-as-a-Service (BaaS), com o objetivo de acelerar o processo de transformação digital da vertical de Negócios Financeiros. Como evento subsequente ao fechamento do trimestre, anunciamos já em novembro uma joint venture com a Cosan para oferecer um amplo portfólio de soluções voltadas para a mobilidade.

O Carro Fácil, nosso serviço de veículos por assinatura, será uma das soluções no portfólio, que também será composto por diversas outras soluções, tais como gestão de frota de veículos leves e pesados, aluguel de veículos em diversas modalidades, entre outras, explorando a estrutura operacional e as boas práticas de gestão já existentes na Porto Seguro e Cosan. Essa parceria reforça nosso posicionamento no segmento de mobilidade através da associação a um player relevante, com vantagens competitivas complementares e sinérgicas às nossas. Ambas operações estão sujeitas à aprovação dos órgãos reguladores.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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