Executivos e Susep destacam potencial do Open Insurance em webinar da FGV

Os dados abertos possibilitam maior conhecimento do cliente e com isso uma oferta assertiva capaz de trazer um universo enorme de pessoas que nunca consumiram seguros para o setor. Este foi o centro do debate promovido pelo Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros da FGV, hoje, com a participação dos professores Gesner Oliveira e Goret Pereira Paulo, e Cássio Gama Amaral, do Mattos Filho Advogados, Jorge Sant’Anna, CEO da BMG Seguros, Otávio Damaso, do Banco Central, Vinicius Ratton Brandi e Eduardo Fraga, diretores da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Nem sempre o cliente quer mudar de instituição financeira, mas que receber ofertas mais customizadas”, afirma Damasco, do Banco Central, que afirma que o Brasil está alguns passos a frente de países da Europa em relação ao Open Banking.

Todos afirmaram que as mudanças visam aumentar a base de consumidores de seguros. “A taxa de penetração do seguro auto em relação à frota de veículos pode saltar dos atuais 30% para 50% com o open insurance. Se chego a 50% de penetração no auto há um aumento em R$ 22 bilhões no volume de prêmios e isso mesmo se os preços dos seguros do gênero caírem pela metade”, afirma Sant’Anna.

A primeira fase do Open Insurance começa quando entra em vigor a quarta fase do Open Banking, onde está prevista a inclusão de produtos de seguros em bancos, a partir de dezembro. Depois disso, o setor tem um tempo até setembro para encarar a segunda fase, quando o consumidor poderá autorizar compartilhamento de dados pessoais. Ai em dezembro de 2022 o ciclo de open insurance se completa com a oferta de produtos e vendas por meio do Open Finance.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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