O papel do seguro na mobilidade urbana e na economia colaborativa global

O estudo analisa as tendências globais que moldam como as sociedades em todo o mundo vão se mover nos próximos 12 a 18 meses

Fonte: Marsh

A fim de apoiar as mudanças aceleradas na economia colaborativa global e no setor de mobilidade, novas formas de seguro precisarão ser criadas, incluindo programas para apoiar Gig-workers em escala, de acordo com um novo relatório da corretora de seguros e consultora de risco da Marsh. O relatório chamado Mobilidade em um mundo pós-pandêmico: da evolução à revolução analisa as tendências globais que moldam como as sociedades em todo o mundo vão se mover nos próximos 12 a 18 meses. 

Conforme o relatório, a pandemia da COVID-19 está revolucionando os padrões de mobilidade e a economia colaborativa no mundo todo. Do aumento das entregas a domicílio ao primeiro serviço de entrega sem motorista e a crescente popularidade dos scooters ou patins elétricos, os hábitos de mobilidade continuarão evoluindo rapidamente nos próximos 18 meses. Mas, se o seguro que desempenha um papel fundamental na dinâmica da confiança, não evoluir junto com essas mudanças, o progresso poderá ser prejudicado. 

O relatório descreve várias tendências que criam oportunidades para essa evolução do seguro, incluindo suporte para trabalhadores terceirizados em escala. Embora os conceitos de trabalho autônomo e contratados independentes não sejam novos, as empresas digitais que prestam serviços de entrega aceleraram o acesso a esse tipo de trabalho e têm destacado as deficiências de uma rede de seguro social para apoiá-los em caso de lesões no trabalho e perda de receita. Da mesma forma que os pagamentos digitalizados podem levar a um risco digitalizado, a receita digitalizada também pode levar a uma forma de benefícios portáteis distribuídos apoiados por uma combinação de programas públicos e da indústria privada, observa a Marsh. 

A oportunidade também existe com tecnologia de sensores avançada que pode rastrear o comportamento humano ao dirigir, diz o relatório. Vários fabricantes de equipamentos originais (OEM) estão investindo em suas próprias seguradoras internas em suas etapas iniciais, capitalizando em uma nova safra de modelos de veículos elétricos com sensores. Uma vez que esses fabricantes oferecem seguro de responsabilidade civil para automóveis e recompensam os segurados com um comportamento de direção mais seguro com base nos dados que coletam, as seguradoras tradicionais podem se encontrar “em uma plataforma em chamas, com extrema necessidade de evoluir”, indica o relatório. 

O aumento dos pagamentos digitais para vários meios de transporte, desde e-scooters até o transporte público e caronas, também levará à criação de soluções inovadoras de seguros. O uso de informações de trajetos digitais pode não apenas melhorar drasticamente o processo de gerenciamento de sinistros, mas também criar uma oportunidade para seguro individualizado em tempo real. 

Segundo James Rose, Diretor do Centro de Excelência de Economia Compartilhada e Mobilidade da Marsh nos Estados Unidos, é notável como a pandemia acelerou a adoção de novos hábitos de mobilidade em todo o mundo. “No entanto, o que não mudou é a necessidade da sociedade confiar que estes modos de transporte são seguros. O seguro é essencialmente uma promessa de pagamento e, como tal, desempenha um papel essencial na dinâmica de confiança que facilita a permissão para operar e protege a plataforma e o usuário quando a responsabilidade pelos riscos pode não estar clara. Se os seguros puderem acompanhar e evoluir com essa mudança de mobilidade acelerada, poderão potencializar o crescimento e as possibilidades nesse setor durante muitos anos”, diz. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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