Focus: projeções de Selic em 8% ainda este ano e inflação maior, e nada assertivos sobre situação institucional, relata CNseg

nquanto as previsões para inflação e Selic avançam, as perspectivas do mercado financeiro para o PIB deste ano recuaram mais uma vez, de 5,15% para 5,04%

pedro simoes, CNSEG

Passado o clima de expectativas com as manifestações dos dois últimos finais de semana, temos o Boletim Focus com avanço das previsões para inflação e Selic e recuo para o crescimento da economia, como nas últimas rodadas, com a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) recuando de 5,15% para 5,04%. Há um mês, o crescimento projetado era de 5,28%. A inflação de 2021 atingiu 8%, na 23ª alta na projeção. Há um mês, a previsão estava em 7,05%. O esperado para 2022 saiu de 3,98% para 4,03% no período. De acordo com a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o teto da meta para o IPCA é de 5,25% este ano.

Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, pondera. “Aumenta o clima de incerteza, mas dados que vem sendo divulgados mostram que, apesar do recrudescimento da inflação, das dificuldades da indústria com escassez e custos de diversos insumos e da queda do PIB do segundo trimestre, o avanço da vacinação contra a Covid-19 ainda impacta positivamente a confiança dos agentes econômicos”. Ele cita a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de julho, que mostrou um crescimento do varejo maior que o esperado, além de outros dados que mostram indicadores positivos. 

“Ainda é cedo para afirmar se os acontecimentos políticos, em fase de absorção, vão ter impactos duradouros sobre essa trajetória, já que, apesar da tensão entre os Poderes, há recuos e moderação de discursos, e o governo já negocia a retomada de agenda econômica mínima nas próximas semanas. A agenda passa pela questão fundamental do pagamento dos precatórios, que apertaram ainda mais o espaço fiscal para o ano que vem. Por isso, deveremos observar com atenção os dados com referência em setembro” comenta. “Ainda que se espere alguma desaceleração, ela será menor e, por isso, deve haver menos diferença entre a correção dos gastos e do Teto e, portanto, menos “espaço” fiscal no ano que vem. Ou seja, o risco fiscal e o risco político podem se retroalimentar, gerando uma espiral negativa que devemos evitar.”

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

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