ARTIGO: Como fechamos o ano de 2020?

por Francisco Galiza

Inicialmente, em uma análise micro, é sempre importante ressaltar a eficiência com que o segmento de seguros conseguiu se adaptar a um novo cenário, sem perda de eficiência. Todos os agentes merecem os parabéns. No aspecto macro, nas seguradoras, o lucro agregado em 2020 deve cair uns 15%, quando comparado ao nível de 2019. Em termos de receita, o segmento total (seguros + saúde) deve ter uma variação nominal de 5%. Isso leva a uma perda real, quando comparamos, por exemplo, com a variação do IGPM. Nos produtos de acumulação, porém, a queda será maior. No máximo, o valor de 2020 vai ser igual ao de 2019. Ninguém conseguiu poupar mesmo. Diante das circunstâncias terríveis do momento, com uma estimativa de queda de PIB de 4% em 2020, consideramos que os números do setor foram razoáveis. A tabela abaixo, mostra os dados de 2018, 2019 e 2020.

Para o ano de 2021, o Indicador de Confiança do setor está em 120 pontos, um sinal claro de otimismo. A recuperação veio se dando ao longo do ano, após atingir os 50 pontos em maio, como sinaliza o gráfico abaixo. Em termos de país, nesse momento, a previsão de variação do PIB em 2021 está em 3,5%. Além disso, a vacina está em horizonte próximo. Tudo leva a crer que o ano que vem será de recuperação. O mercado de seguros deve voltar a crescer nominalmente com dois dígitos. As chances são grandes. Porém, é nossa obrigação ressaltar que existem alguns nuvens que precisam ser dissipadas, como o aumento da inflação, a dívida pública e uma instabilidade política maior. Mas, enfim, economicamente, um ano de 2021 pior do que 2020 vai ser difícil.

Agora, o momento é de comemorar a volta da vida. Muita saúde e feliz ano novo!

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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