XP Expert 2020: As mudanças para as seguradoras

“Nós ganhamos 10 anos em 30 dias com a pandemia empurrando todos para o digital”, afirmou Molina. Luciano Snel, CEO da Icatu, afirmou que as pessoas estão mais preocupadas com o seguro de vida diante da vulnerabilidade sentida com a pandemia

A XP Investimentos reuniu as principais seguradoras independentes de vida e também parceiras de negócios da plataforma para o painel “As mudanças para as seguradoras”, tema da palestra que abriu a Expert 2020, maior evento de investimentos do mundo. Daian Moura, sócio e fundador da DM10 Seguros, startup adquirida recentemente pela XP, conduziu o debate com Raphael de Carvalho, CEO da Metlife; Helder Molina, da CEO da MAG Seguros; David Legher, CEO Prudential do Brasil; e Luciano Snel, CEO Icatu Seguros.

David Legher, CEO da Prudential, destacou o potencial do seguro de vida no Brasil. Segundo ele, o mercado tem evoluído de forma relevante. Hoje o setor responde por 6,5% do PIB, mas o seguro de vida tem uma participação inferior a 1%, o que mostra o potencial a ser conquistado. Chile ou Colombia tem uma participação que representa o dobro do Brasil, afirmou. Segundo ele, a indústria de consumo massivo está há 10 anos à frente das seguradoras em termos de foco no cliente. Precisamos evoluir para prover o que o mercado precisa”.

Segundo ele, o consumidor quer mais do que indenização de forma rápida, completa e transparente. “Ele quer produtos diferenciados e consultoria. E é isso que estamos fazendo no Brasil. Cada proposta é única e desenhada sob medida para cada cliente. E estamos usando muita tecnologia para fazer uma venda mais simples, ágil e transparente”, citou.

Segundo Helder Molina, CEO da MAG Seguros, no inicio da pandemia o grupo ficou apreensivo sobre o andamento dos negócios, mas rapidamente todos entraram em homeoffice, tanto funcionários como corretores, e as vendas continuaram sendo realizadas. “Entramos rápido em homeoffice, mas a volta tem de ser algo bem pensado, com todas as localidades bem organizadas, com hospitais disponíveis”, citou.

Em poucas semanas o grupo percebeu que o digital já era uma realidade. “Nós ganhamos 10 anos em 30 dias com a pandemia empurrando todos para o digital”, afirmou Molina. Segundo ele, nos grandes centros, os corretores conseguiam fazer três visitas, no máximo por dia. Hoje conseguem fazer 15 conferências com seus clientes. “E hoje o tempo é o maior ativo das pessoas. Se ele quintuplica o número de visitas, quintuplica também o seu ganho para cobrir os três principais riscos da população: morte, invalidez e sobrevivência. Temos tudo para fazer a melhor consultoria de benefícios para os clientes de forma remota”.

Luciano Snel, CEO da Icatu, afirmou que as pessoas estão mais preocupadas com o seguro de vida diante da vulnerabilidade sentida com a pandemia. “Seguro de vida precisa de um gatilho para a compra e a pandemia foi um gatilho. As conexões afetivas ficaram mais fortes, as pessoas mais conscientes com saúde e bem estar e o conceito de proteção chegou para ficar. Vivemos hoje um momento pleno e o desafio é como levar os produtos para todas as pessoas preocupadas com um planejamento financeiro de longo prazo, como os planos de previdência e os produtos de vida, que são proteções poderosas para a gestão das finanças ao longo do tempo. E nossa equipe está de ouvidos e olhos bem abertos para ter a agilidade para atender às demandas que surgem em todas as regiões do Brasil.”

Snel contou que a seguradora fez uma ampla reformulação no portfólio para atender cada perfil de cliente, em cada fase da vida, nas diferentes regiões do Brasil, cada qual com a sua realidade econômica e cultural. O pagamento também passou a ser feito por diversos canais, um pleito antigo dos consumidores, facilitando assim a compra do seguro. “Entre as novidades, trouxemos o produto Universal Life, que é um dos mais vendidos nos EUA, pois ele agrega valor a um determinado publico”, citou.

Raphael de Carvalho, CEO da MetLife, falou sobre quais foram as estratégicas que a MetLife implementou desde o inicio da pandemia. “A cultura de trabalho remoto acelerou nosso processo de homeoffice. O atual prédio sede tem capacidade para 60% dos funcionários, pois já adotávamos o trabalho remoto. Isso nos possibilitou, em uma semana, realizar negócios remotamente”, afirmou ele, destacando a diversidade de produtos ofertados no mercado local com o apoio da matriz, que é um das maiores seguradoras de vida dos Estados Unidos. “A presença do consultor especialistas está ajudando clientes a tomarem melhores decisões sobre seguros. E isso será ainda mais acelerado com o apoio da tecnologia”.

A apresentação está disponível no LinkedIn da XP: https://www.linkedin.com/company/xpinvestimentos/

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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