Série “O que mudou com o Covid-19”: Prudential do Brasil

O blog Sonho Seguro fez um levantamento sobre como as seguradoras têm lidado com as consequências da crise do novo coronavírus. A segunda entrevista desta série foi com Aura Rebelo, vice-presidente de Marketing&Digital da seguradora.

Quais as ações de voluntariado da seguradora em tempos de isolamento?

Diante do cenário tão difícil de crise na saúde pelo novo Coronavírus, a Prudential do Brasil, em respeito aos seus 2,4 milhões de vidas seguradas e seguindo sua missão de proteger vidas, desconsiderou, por livre iniciativa, as cláusulas de risco excluído para pandemias e está realizando as indenizações decorrentes da Covid-19 para coberturas por Morte, Invalidez por doença, Renda Hospitalar, Funeral e Viagem. A medida, inclusive, vale para novas vendas, respeitando o prazo de 90 dias da contratação. Além disso, a companhia, por meio do Teatro Prudential, selou uma parceria com o Teatro Riachuelo, no Rio, lançando a campanha ‘Despertar da Empatia’. A ideia é promover diversas ações culturais como lançamento de música e lives com artistas e cantores, com o objetivo de arrecadar doações para serem revertidas em cestas básicas para comunidades carentes da zona Norte da cidade. Essas pessoas estão sendo duramente atingidas pelos impactos do novo Coronavírus e do isolamento social. 

Participam de algum grupo de doadores? Quais? Detalhe.

No momento, as ações da companhia estão voltadas para a proteção de seus segurados e beneficiários, além de novos clientes, funcionários, corretores franqueados, empresariais e parceiros comerciais diante dos impactos na saúde por conta do novo Coronavírus. Em paralelo, realizamos a campanha ‘Despertar da Empatia’ em parceria com o Teatro Riachuelo em prol das comunidades carentes da zona Norte do Rio de Janeiro. Desde o início, a Prudential do Brasil vem acompanhando de perto os desdobramentos da pandemia e, caso surjam outras oportunidades que estejam alinhadas com o nosso momento, não hesitaremos em promover ou participar.

Qual a experiência de áreas tradicionalmente fixas no escritório, agora em homeoffice, como sinistros, operações, etc.

Tão logo a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a pandemia e necessidade de isolamento social para conter o avanço na transmissão do vírus, a Prudential do Brasil ajustou rapidamente sua operação de maneira que os seus mais de 800 funcionários pudessem exercer o trabalho em casa, de forma segura e protegidos, com toda a estrutura necessária para a operação normal das atividades. Até mesmo a área de call center, considerada como setor essencial, foi deslocada para trabalho remoto, demostrando a nossa preocupação com a segurança e proteção de todos. Nesse ambiente de home office, a companhia tem operado normalmente e intensificado a comunicação sobre a operação do negócio, além de fornecer dicas de saúde e bem-estar, e estímulos ainda maiores para que os gestores obtenham feedbacks dos colaboradores sobre suas necessidades, percepções, receios e dúvidas nesse período.  Os retornos sobre essa experiência do home office a partir das nossas ações têm sido bem positivos.

Como as empresas estão mantendo a proximidade das equipes e se comunicando em tempos de isolamento?

A Prudential do Brasil tem intensificado ainda mais a comunicação nesse período tão desafiador, tanto com os funcionários como com corretores franqueados e empresariais, clientes, parceiros comerciais e outros públicos com os quais se relaciona. Para as equipes, por exemplo, a companhia tem emitido, diariamente, comunicados por email com informações sobre a operação do negócio, além de dicas de saúde e bem-estar para que possam exercer o trabalho remoto da forma mais produtiva, segura, saudável e tranquila possível. Também estamos estimulando, entre os gestores, uma troca ainda maior com os funcionários no sentido de obter feedbacks sobre suas necessidades, percepções, receios e dúvidas nesse período. Os retornos sobre essas ações estão sendo muito positivos. 

Como minimizar o impacto nas vendas neste momento: campanhas, treinamentos on-line, incentivo de vendas, visitas virtuais?

Nesse sentido, a companhia realizou uma flexibilização nas regras de reconhecimento nas vendas, diante do momento mais delicado que todos estão passando, e implementou ferramentas como aceite digital para as propostas. Além disso, disponibilizou uma variedade de plataformas para conectividade, treinamentos, materiais informativos online e vídeo conferências, de forma a apoiar os corretores franqueados e empresariais no processo de vendas dos seguros de vida, permitindo que conseguissem levar adiante seus negócios com todo apoio necessário. Essas ações foram possíveis pois tínhamos em mãos um planejamento muito bem estruturado, além de uma plataforma tecnológica robusta, que pode suportar todo esse movimento para o trabalho e comunicação à distância.


Com o distanciamento, eventos presenciais estão proibidos. Poderão ser online? Se já estão agendados, passar mais detalhes.

Diante do cenário de distanciamento social e sua continuidade pelos próximos meses, certamente estudamos a realização no ambiente online de alguns eventos que não podem ser adiados. Um bom exemplo foi o lançamento da campanha TOP 2021, uma premiação da Prudential do Brasil que reconhece, anualmente, os melhores desempenhos dos bancos de investimento parceiros da companhia, como XP Corretora de Seguros, BTG Pactual, Itaú Corretora de Seguros, entre outros. Este ano, fizemos por vídeo conferência o lançamento da campanha e anúncio do próximo destino para os vencedores, que será Marrakech, no Marrocos.

Que tipo de ações acreditam que o governo poderia endereçar para ajudar o setor segurador?

Podemos dizer que o mercado segurador e seus produtos se posicionam como facilitadores da agenda social e econômica nacional, coadjuvantes no enfrentamento de questões nacionais como proteção das pessoas, manutenção do consumo das famílias, incremento da poupança nacional, acesso à saúde, entre outros.  Nesse sentido, o setor não depende diretamente de ajuda do governo e, sim, do restabelecimento das estruturas econômicas de produção, emprego e renda para que possa manter o crescimento e sua função de proteger pessoas, bens e empresas. Nesse caminho, observamos que algumas medidas governamentais já estão sendo tomadas de forma a tentar minimizar os efeitos econômicos da crise, tanto para as pessoas como para as empresas, e estamos otimistas de que as estratégias adotadas agora e futuramente para esses públicos ajudarão todos a passarem por esse cenário desafiador com o menor impacto possível. 

Diante das dificuldades sociais, há alguma ação junto a clientes para mitigar riscos de desordem social?

Neste momento, as principais ações da companhia junto aos clientes têm sido no sentido de intensificar, por meio de newsletters, conteúdos nas redes sociais e ações na imprensa que buscam o esclarecimento em relação às coberturas contratadas e canais de atendimento, oferecendo de forma transparente todas as informações possíveis para que eles saibam que, junto à seguradora, possuem toda a tranquilidade, apoio e confiança necessários para ultrapassar esse momento difícil e que estaremos juntos nesse desafio. 

A crise abre oportunidades. Há interesse em aquisições que possam surgir no pós covid?

No momento, a Prudential do Brasil não vislumbra realização de negócios no sentido de aquisições. De qualquer forma, a companhia sempre acompanha o mercado e oportunidades que, se estiverem alinhadas ao nosso perfil e momento estratégico, poderão ser estudadas. Nosso objetivo agora é continuar mantendo o crescimento positivo que estamos registrando, realizar novos projetos nos trilhos da inovação, estudar o lançamento de novos produtos, além de ações de fortalecimento da marca. Também buscamos intensificar o relacionamento com parceiros comerciais, corretores franqueados e empresariais.    

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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