Reuters: Lucro ajustado da Notre Dame Intermédica cresce 41% no 1º trimestre

Companhia passou praticamente ilesa pelos efeitos da pandemia do coronavírus que atingiram a maioria dos setores econômicos do país no período

Fonte: Reuters

A Notre Dame Intermédica teve forte aumento do lucro no primeiro trimestre, passando praticamente ilesa pelos efeitos da pandemia do coronavírus que atingiram a maioria dos setores econômicos do país desde a segunda metade de março.

A empresa de planos de saúde e administradora de hospitais reportou lucro ajustado de 208 milhões de reais no período, 40,9% maior em 12 meses e acima da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de 187,2 milhões de reais. Em termos líquidos, o lucro cresceu 56%, a 160,4 milhões de reais, refletindo controles de custo e ganhos de sinergia e escala.

O faturamento líquido da Notre Dame somou 2,56 bilhões de reais no trimestre, alta de 34,7% ano a ano, com os planos de saúde, sua principal linha de receita, evoluindo 34,4%. O avanço refletiu a combinação de crescimento orgânico e aquisições, que fez a base de beneficiários subir 31,8%, a 3,56 milhões.

Já o resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de 408,5 milhões de reais, um aumento de 40,4% sobre um ano antes, mas um pouco abaixo da previsão média dos analistas, segundo, a Refinitiv, de 443,3 milhões de reais. A margem Ebitda subiu 0,7 ponto percentual, para 16%.

A Notre Dame levantou 3,7 bilhões de reais na tranche primária de uma oferta de ações realizada em dezembro.

A ação da empresa acumula queda de cerca de 20% em 2020, enquanto o Ibovespa caiu cerca de 31%.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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