ARTIGO: Qualificação e treinamento em seguros dão força à economia

Por Robert Bittar,  presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS)
 

A indústria brasileira de seguros é dinâmica por natureza. A criação de produtos cada vez mais sofisticados, a entrada de novos players e as constantes alterações de cunho regulatório são fatores que exigem permanente atualização e qualificação da mão de obra do setor.

 Por mais que a tecnologia tenha mudado as formas de distribuição do seguro e a experiência de consumo, são pessoas fazendo negócios com pessoas. Não há como substituir a relação interpessoal em uma atividade na qual os consumidores dependem da compra orientada.

 Nesse cenário, os cursos de formação e qualificação em seguros têm agregado novas áreas de conhecimento, como Negócios, Marketing, Finanças, Gestão de Pessoas e transformação digital, entre outras. Essa interseção com atividades correlatas atrai profissionais em busca de oportunidades de trabalho e de ascensão na carreira. Portanto, 2020 será um ano para se investir em novos campos do saber.

 Em um mercado tão competitivo e cada vez mais acirrado como o de seguros, as melhores oportunidades serão aproveitadas por quem estiver bem preparado. A necessidade de atualização é permanente, seja em cursos técnicos como de nível superior, incluindo Pós-Graduação e MBA.

  A força do mercado de seguros pode ser traduzida em números. Ele responde por 6,5% do PIB e acumula reservas de R$ 1,2 trilhão. A receita do setor aumentou 12,1% no ano passado, somando R$ 270,1 bilhões (sem contar Saúde Suplementar e DPVAT). Foi a maior taxa de expansão desde 2012. Descontada a inflação, o crescimento chegou a 8,1%.

 Esse desempenho foi obtido em um ano de magro crescimento do PIB real, de cerca de 1%. Já a taxa de desocupação ainda permanece elevada  (cerca de 11% da População Economicamente Ativa). A retomada do consumo de bens duráveis, dos investimentos em ativos reais e em infraestrutura, e dos empréstimos imobiliários deve estimular os seguros de danos e propriedades (ramos elementares).

 As projeções para 2020 indicam o reaquecimento de diversos setores produtivos brasileiros e, na esteira dessa boa notícia, espera-se também a tão aguardada retomada do crescimento econômico. Especialistas afirmam que haverá melhora substancial no desempenho macroeconômico do País. Recentes expectativas apuradas pelo Banco Central e publicadas no Boletim Focus sinalizam crescimento do PIB real de 2,2%, inflação estável em 3,6%

  O crescimento da renda nacional somado à reforma da Previdência deverá manter em nível elevado os aportes aos planos privados de acumulação, a despeito da queda da taxa Selic. A ampliação do crédito e a maior conscientização da população quanto à necessidade de se precaver de riscos pessoais devem continuar a fortalecer os seguros prestamista, de vida e de acidentes, que têm sido justamente os de crescimento mais acentuado e estável nos últimos anos.

 Em resumo, nesse que é o cenário projetado para a economia brasileira em 2020, o mercado de seguros  certamente ganhará ainda mais penetração na sociedade e nas atividades econômicas. E um setor em desenvolvimento não pode prescindir de capacitar, atualizar e treinar seus profissionais.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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