Agência de Rating espera que as economias latino-americanas se recuperem um pouco em 2020, o que ajudaria os mercados de seguros nesses países a explorar melhor seu potencial de crescimento
Em um novo relatório especial, intitulado “América Latina: os riscos econômicos e políticos podem diminuir em 2020”, a AM Best ressalta que os países latino-americanos estão emergindo de dois anos de baixo crescimento e ventos contra devido a uma série de fatores. Esses fatores incluíram o fim do super ciclo de preços das commodities, instabilidade política e a incerteza política resultante, um menor crescimento global e regional e fluxos de investimento voláteis. Apesar desses desafios, os mercados de seguros permaneceram resilientes. Estima-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 seja de 1,8%, após 0,2% no ano anterior e 1,0% em 2018.
As economias dos países latino-americanos são diversas e dinâmicas, com grande potencial devido à abundância de recursos naturais, afirma a agência em seu relatório. No entanto, a dependência de produtos básicos torna a região vulnerável a condições e choques externos. Esses países são amplamente heterogêneos e as diferenças podem ser atribuídas a reações individuais e exposições a choques internos e externos.
A AM Best avalia e incorpora o risco-país em todas as suas classificações de crédito, o que implica identificar os vários riscos em um país que podem afetar direta ou indiretamente uma companhia de seguros. Os riscos se dividem em três categorias principais: riscos do sistema econômico, político e financeiro. O risco do sistema financeiro é dividido em riscos de seguro e não seguros.
As taxas de penetração de seguros na região são em média 2,3% e, dada à baixa taxa de penetração, a região tem um potencial de crescimento significativo. No entanto, o crescimento dos prêmios, que atingiu um máximo de US$ 165 bilhões em 2013, ficou abaixo da tendência nos últimos anos. Quatro dos cinco principais mercados: Brasil, México, Colômbia e Venezuela, não atingiram o nível dos prêmios de 2013 nos últimos anos. O Brasil, o maior mercado por prêmios, registrou US$ 75 bilhões em 2013 e diminuiu aproximadamente a metade em 2016, antes de se recuperar levemente em 2017. O México, o segundo maior mercado da região, estagnou nos últimos anos. O mercado venezuelano entrou em colapso completamente e é pouco provável que se recupere por algum tempo.
No entanto, para os dois maiores mercados de seguros da América Latina e para a maior parte da região, a AM Best espera uma melhoria no entorno econômico, externo e nacional, bem como uma diminuição na incerteza das políticas públicas impulsione o entorno de seguros da região.
Para acessar a cópia completa deste relatório especial, visite http://www3.ambest.com/bestweek/purchase.asp e faça o cadastro.


















