Marcio Benevides sempre foi corretor e por isso entende bem a dor do profissional de vendas. Ainda mais nestes tempos em que o mundo ainda tateia as inovações trazidas pela inteligência artificial. Todos sabem o quanto é chato ter um problema e ficar refém de um “robô”, que ainda não tem respostas para algumas perguntas. Ainda mais quando o tema é seguros, um setor que luta para deixar de ser complexo e ingressar no mundo da simplicidade.
Desde 2016, Benevides é diretor-executivo de distribuição da Zurich. Enquanto corretor, sentiu um distanciamento das seguradoras com o profissional de vendas. “A tecnologia veio, é importante para diversas situações, mas todos sentem que o ser humano acabou se distanciando. Em qualquer relação. Até mesmo em grupos familiares. Em aniversário, por exemplo, muitos mandam mensagens em vez de ligar ou dar um abraço pessoalmente. Isso me incomoda muito”, comenta ele com o blog Sonho Seguro.
Carismático, Benevides recorda dos tempos áureos do mercado, quando todos se relacionam olho no olho. “Pena essa humanização ser deixada de lado diante do novo comportamento trazido pela revolução digital. Mas aqui na Zurich estamos restabelecendo isso”, afirma.
Uma das iniciativas são os encontros do Experiência Zurich, que visa restabelecer o contato, olho no olho, aperto de mãos e, principalmente, a confiança no relacionamento. Em 2018, foram realizados 18 encontros e, neste ano, 14 em diversas cidades do Brasil. Com cerca 30 pessoas em cada evento, quase mil corretores já participaram da experiência, que traz bons frutos para todos.
“Não somos só Inteligência Artificial. Nosso mercado é feito por gente. Nosso objetivo é aproximar as pessoas. Estreitar relacionamentos. Quero que o meio tecnológico nos ajude, mas não quero a distância entre corretor e seguradora. Como nosso negócio é transacional, uma hora ou outra uma das partes pode se equivocar e nada melhor saber com quem falar para que o negócio se construa de maneira sustentável”, afirma Benevides.
Para tanto, a Zurich investiu em tecnologia para dar ao corretor e ao cliente a comodidade de se comunicarem como for melhor. “Nosso desejo é que eles se comuniquem conosco no canal que quiserem, dos digitais aos analógicos. Chat, central de atendimento, whatsapp, telefone ou pessoalmente. Aproximamos as pessoas. A Experiência Zurich não é um encontro somente da área comercial. É de toda a companhia. Nosso CEO Edson Franco já participou de vários eventos, o que mostra que não é encontro comercial, mas uma aproximação da Zurich com os corretores. Óbvio que discutimos negócios. Mas esse não é o objetivo”, acrescenta.
Um dos efeitos positivos de se valorizar o relacionamento interpessoal em tempos de “robôs” é o crescimento das vendas e da lucratividade, cita Benevides. Segundo ele, enquanto o mercado segurador avançou cerca de 6% no primeiro semestre, sem considerar dados de saúde, a área de distribuição da Zurich saltou 16% no primeiro semestre. “O seguro de carro, por exemplo, anda de lado e registramos crescimento de 18%, com resultado, no canal corretor. Isso sinaliza que o corretor aprova a nossa iniciativa e se sente acolhido por todos dentro da companhia. É uma estratégia vencedora num mundo cada dia mais conectado”, finaliza o executivo, que tem a agenda cheia para novos encontros até o final deste ano.


















