Brasil é mercado promissor para ‘insurtech’, informa Valor Econômico

Fonte: Sérgio Tauhata, jornalista do Valor, que viajou a Las Vegas a convite do CQCS Insurtech & Inovação

O jornalista traz duas importantes matérias apuradas no evento ITC InsureTech em Las Vegas, no EUA, a maior feira internacional do gênero.

Segundo o Valor, o Brasil é um dos maiores mercados consumidores do mundo, mas tem uma baixa disseminação de seguros em geral. Essa combinação torna o país um dos mais atraentes entre os emergentes para investidores e empreendedores de insurtechs, como são conhecidas as empresas inovadoras que aliam tecnologia a seguros.

Executivos, gestores de fundos de venture capital e empreendedores presentes no ITC InsureTech em Las Vegas, no EUA, a maior feira internacional do gênero, apontaram o Brasil como uma das mais promissoras fronteiras para o desenvolvimento de um mercado de seguros baseado em tecnologia.

“O que gostamos no Brasil é o tamanho do mercado e o fato de que o governo começou a ter políticas que nos levam a acreditar em uma estabilidade econômica de longo prazo”, afirma Jonathan Kalman, CEO da EOS Ventures Capital, um fundo de capital de risco especializado em empresas iniciantes de seguros. “O país tem 200 milhões de pessoas e há um grande ‘gap’ no mercado – desse total, só 10% são bons consumidores de seguros”, acrescenta o gestor.

Na América Latina, “o Brasil torna os outros mercados muito pequenos em comparação: é quatro vezes maior que a Argentina e quase três vezes o México”, aponta o codiretor de insurtechs da aceleradora global Plug and Play, Eugenio Gonzalez. Segundo o executivo, “na região como um todo há um baixo nível de concentração e de penetração de seguros nos países, com apenas seis países concentrando a maior parte das grandes companhias do setor”.

A Plug and Play, uma das mais importantes aceleradoras de startups do Vale do Silício, nos Estados Unidos, com presença em 26 países, vai iniciar um novo programa de aceleração de insurtechs no Brasil em novembro. Segundo Gonzalez, “a ideia é lançar um programa completo em 2020, com cinco grandes empresas e acelerar entre 20 e até 40 startups”.

Em pouco mais de um mês, a Plug and Play vai fazer um “soft launch” do programa “para mostrar às corporações sua plataforma e sistema” que reúne grandes companhias, startups e fundos de venture capital. “Já estamos em contato com algumas corporações brasileiras há alguns meses”, afirma o executivo.

Garantia Judicial – O Valor relata que o governo se prepara para apresentar em 20 dias um projeto de lei complementar para liberar a troca de depósitos recursais efetuados antes da reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 2017) por seguros de garantia judicial. Após a entrada em vigor da nova legislação, a substituição passou a ser permitida. A informação é de uma fonte próxima das discussões. O estoque de depósitos, exigidos para a apresentação de recursos contra sentenças trabalhistas desfavoráveis, soma hoje R$ 65 bilhões. A mudança da regra atual faz parte de um pacote em estudo pelo Ministério da Economia para destravar investimentos das empresas. Com a medida, o dinheiro represado em contas judiciais poderia voltar ao caixa das companhias. A insurtech brasileira Avita, especializada na automação de cotaçã o e emissão de seguros garantia judicial, já criou um sistema que torna automática a substituição dos valores depositados pela garantia da cobertura, informa o Valor. Segundo o executivo da insurtech, o processo de emissão de uma apólice de garantia judicial recursal leva 30 segundos dentro da plataforma, com previsão de renovação automática.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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