Reforma precisa de 308 votos na Câmara para seguir ao Senado

Por 36 votos a 13, a comissão especial da Câmara aprovou ontem o texto do relator Samuel Moreira sobre a reforma da Previdência. A votação da proposta durou 16 horas, devolvendo ao setor rural um benefício tributário que retira R$ 83,9 bilhões da economia esperada de R$ 1,071 trilhão. Agora, em dez anos, a proposta, se aprovada, economiza R$ 987,5 bilhões. 

A proposta de emenda à Constituição (PEC) segue para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Se aprovada, vai para o Senado. O relator Moreira defendeu a necessidade de inclusão dos Estados e municípios. “A meu ver, nós precisamos lutar para que Estados e municípios entrem na reforma ainda”, disse na Câmara.

O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição, de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). Em pensão por morte, o relator manteve a proposta do governo: tanto para trabalhadores do setor privado quanto do serviço público, o benefício passa a 60% do valor mais 10% por dependente adicional. O texto garante um benefício de pelo menos um salário mínimo nos casos em que o beneficiário não tenha outra fonte de renda. 

A Agência Câmara divulgou uma arte simples que mostra as mudancas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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