CIAB 2019: Repensando o seguro no mundo digital

Fonte: CNseg

O primeiro painel da Trilha de Seguros, realizado durante o CIAB Febraban, que aconteceu no dia 11, abordou a transformação digital dos serviços financeiros, que demanda a inovação dos modelos de negócio das seguradoras para atender às crescentes necessidades dos clientes. Uma das estratégias para oferta de produtos e serviços é utilizar o comportamento do usuário em redes sociais como base para elaboração de propostas. O painel moderado pelo diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal, que na abertura agradeceu à Febraban pela parceria estratégica no evento, contou, como debatedores, com o diretor de Marketing Science do Facebook na América Latina, Daniel Arantes, e o CIO da Porto Seguro, Marcos Sirelli, que trouxeram insights importantes sobre os desafios que afetam as companhias de seguros, incluindo os efeitos da economia digital.

Arantes lembrou que há oito anos, o Facebook redirecionou seu posicionamento, com foco no acesso móvel. O executivo da rede que tem 2,2 bilhões de usuários mensais e mais de um bilhão no Instagram afirmou que as empresas precisam, antes de mais nada, entender o consumidor, ainda mais as do mercado de seguros. Citou uma pesquisa da Accenture que identificou que 60% compram seguro com o corretor, 28% das pessoas compram seguro de forma online, 34% consultam amigos e 20% buscam o gerente do banco.  Esses percentuais não diferem tanto quando se faz um recorte da geração milleniun: 50%, 35%, 41% e 23%, respectivamente.

“O que isso nos mostra?”, indagou o especialista em redes sociais. “Que o consumidor está super conectado, opera em multicanais e não quer a oferta de apenas uma empresa”, concluiu.  Segundo ele, da mesma forma que é possível se relacionar com o público por meio das redes sociais, é também possível utilizá-las para vender produtos e serviços.

Ao passar a palavra para Marcos Sirelli, CIO da Porto Seguro, o executivo da CNseg perguntou o quão distante de atender os anseios desse novo consumidor está o setor. Sirelli acredita que a rede social será o caminho para conectar as seguradoras com outras redes e, a partir dessa grande malha, dar uma nova configuração aos produtos e serviços ofertados pelo setor. “Ainda temos muito a explorar para chegar a um produto personalizado. Mas certamente a rede social será o caminho. Ela é muito poderosa. Mas, por enquanto, queremos entender como fazer isso sem que as pessoas se sintam invadidas em sua privacidade. Essa troca tem de ser trabalhada no campo da ética. A própria sociedade tem muito a aprender”, sentenciou.

A estratégia da Porto Seguro, segundo seu executivo, é dar opções aos corretores e clientes. “Mantemos diversos canais abertos para que eles nos acionem da forma que for mais conveniente. Já sabemos que em um momento de acidente, por exemplo, as pessoas querem falar com um ser humano. Já uma pessoa que está cotando preços, gosta de pesquisar nos robôs. Não é homogêneo e por isso ofertamos a eles todos as formas de contato”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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