A Pitzi completou sete anos se sente madura para consolidar a operação em 2019. Os números obtidos neste período são significativos. “Temos projetos com cinco das maiores seguradoras globais em atividade no país e, por conta dessas e de outras parcerias, estamos presentes em mais de 2 mil pontos de venda em todo o país. Iniciamos o ano com mais de 90 funcionários e uma nova sede em São Paulo, que nos coloca mais próximos dos nossos parceiros”, conta Thiago Machado, diretor comercial da Pitzi, ao blog Sonho Seguro.
A Pitzi é uma insurtech ou uma “prestadora de serviços” para seguradoras?
Digamos que há sim uma série de fornecedores que trabalham no modelo clássico de prestador de serviço no mercado brasileiro de seguro para celular, geralmente oferecendo um serviço mais operacional, limitado a tarefas como gestão de assistências técnicas ou de atendimento. A Pitzi nasceu diferente, fundada como uma insurtech quando o termo ainda nem existia. Desde 2012, a empresa já tinha uma visão clara de que era possível fazer muito mais pelo setor no país. No lugar de uma estrutura mais tradicional ou familiar, a empresa é formada por um board global com experiência e capital para investir em tecnologia e data science – refletindo em soluções logísticas de ponta, algoritmos antifraude e outras melhorias do negócio. Em vez de um SAC numeroso e métricas de tempo médio de atendimento, criamos uma área de Customer Experience (CX) com autonomia suficiente para entender e resolver os problemas do cliente em um único contato, criando uma experiência humana e incrível. Somos muito mais que prestadores de serviços. Trabalhamos como parceiros e habilitadores para as seguradoras, utilizando pilares como rapidez, informação e empatia para permitir que elas possam criar programas de seguro celular que sejam viáveis comercialmente ao mesmo tempo que tragam valor e sejam acessíveis para o consumidor brasileiro.
Como foi 2018 para a Pitzi?
Tivemos um 2018 realmente fantástico. E não digo isso só porque crescemos mais de três vezes em relação a 2017 e expandimos nossa operação por todo o país, mas principalmente porque reforçamos nosso compromisso em relação às parcerias com algumas das principais seguradoras do mercado, com Sura, Mapfre, Zurich, Generali e Axa.
O que faz para atrair seguradoras de peso?
Isso é resultado de análises e escolhas que fizemos ao longo dos últimos dois anos, quando, para ampliar nossa busca por transformar o setor de proteção de celulares no Brasil e criar experiências positivas para o consumidor. Desenvolvemos soluções que podem ajudar a resolver grandes desafios das seguradoras e do próprio mercado. Todas elas ajudam não só a trazer eficiência para a operação das seguradoras como também permitem que eles busquem a inovação sem assumir novos riscos, levando à ofertas de produtos melhores e mais acessíveis para o consumidor final.
Qual o investimento do grupo no Brasil?
Já investimos mais de R$ 70 milhões em produto, estrutura, tecnologia e logística para garantir a entrega da melhor experiência possível. Não só para nossos parceiros, mas também para seus clientes – incluindo aqueles que estão longe dos grandes centros urbanos. Com isso, passamos da marca dos mais de 500 mil celulares protegidos e a perspectiva é que esse número cresça de forma ainda mais acentuada daqui para frente.
Quais são as expectativas para 2019?
Queremos acelerar o modelo de parcerias seguradora/insurtech e crescer nossa base de clientes em até 10 vezes ao longo deste ano. As sementes plantadas ao longo de 2018 fizeram com que pudéssemos traçar objetivos bastante agressivos para este ano. Provamos que conseguimos trabalhar em escala com altíssima qualidade e sabemos que há muito espaço para crescer. Queremos acelerar esse crescimento ao lado das seguradoras e, no mínimo, quintuplicar nossa operação em 2019.
E como pretende essa façanha?
As oportunidades são inúmeras. Uma delas é o potencial não explorado do mercado brasileiro de seguros celular. Apenas 4% dos mais de 220 milhões de aparelhos ativos no país têm algum tipo de proteção. Nos EUA, esse número fica na faixa dos 30%, enquanto o Japão protege 90% dos dispositivos. Ampliar essa penetração exige mudar a relação do consumidor com o seguro ao oferecer produtos acessíveis e que tragam experiências fantásticas quando ele mais precisa. Além disso, temos planos para a criação de fábricas e novos hubs logísticos para continuarmos a melhorar a qualidade do serviço, principalmente em regiões do país que, hoje, não são atendidas de forma ideal.
A empresa tem atraído talentos de seguradoras não?
A contratação de profissionais experientes do mercado é um exemplo claro dessa busca da Pitzi em inovar no ramo de seguros para celular. Além da minha chegada depois de 11 anos na Sura, trouxemos profissionais como Sheynna Hakim (ex-Itaú, Getnet e PayPal) e João Júnior (ex-Motorola e Apple) para reforçar o comprometimento da Pitzi em entender verdadeiramente as dores dos parceiros antes de resolvê-las.
O grupo pensa em expansão territorial?
Sim. Em novembro passado inauguramos a filial em Jundiaí. Bastante estratégico para nossa operação, o novo endereço permitiu que pudéssemos ganhar escala de forma saudável, absorvendo a demanda crescente das novas parcerias com as seguradoras sem nenhum prejuízo para a qualidade e velocidade do nosso atendimento de sinistros.


















