Depois de uma semana em road show em Londres, agora a equipe do IRB Brasil Re parte para os Estados Unidos para a venda da participação do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) segue agora para os Estados Unidos. O grupo fará apresentações entre 23 a 28 de fevereiro de 2019, nas cidades de Boston e Nova Iorque, nos Estados Unidos, segundo apurou o blog Sonho Seguro.
De 16 a 20 as apresentações foram em Londres, Inglaterra. A equipe apresenta aos investidores estrangeiros os bons resultados obtidos pelo maior ressegurador brasileiro desde a abertura de capital na bolsa, em julho de 2017, quando levantou R$ 2 bilhões.
De acordo com a Agência Estado, o ressegurador já tem demanda para emplacar sua oferta de ações (follow on). Até o momento, a companhia obteve 1,1 vez a operação. No preço de ontem, de R$ 92,75, a oferta movimentaria R$ 2,56 bilhões. A apresentação aos investidores (roadshow) vai até a próxima terça-feira, dia 26, quando o ressegurador deve precificar a oferta. Por ora, cerca de 75% da demanda vêm de estrangeiros. A operação visa a dar saída ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc), que detém uma fatia de 8,9% da companhia e é administrado pela Caixa Econômica Federal.
Antes de iniciar o road show, o IRB anunciou uma oferta secundária de ações que deve arrecadar cerca de R$ 2,5 bilhões. O fundo da Caixa Econômica Federal, que quer vender sua participação de 8,9% no IRB, participa do road show.
O preço do IPO elevou as ações a R$ 27,24, com cerca de 73,5 milhões de ações vendidas pelos principais detentores do IRB Brasil Re. O IRB também revelou que as unidades de banco de investimento da Caixa Econômica Federal, do Bank of America Merrill Lynch, do Banco Bradesco SA, do Itaú Unibanco Holding SA e do Banco do Brasil SA administrarão a oferta. No acumulado do ano, o lucro líquido ficou em R$ 1,21 bilhão, 31,8% superior ao resultado obtido em 2017. Em prêmios emitidos, o IRB totalizou R$ 6,7 bilhões, alta de 20%.
“Nos próximos quatro anos, a previsão de retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) favorece a expansão do mercado de resseguros, que nos últimos seis anos apresentou um crescimento médio de 21% ao ano. Além disso, o retorno dos projetos de infraestrutura, somados aos novos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), às privatizações e à nova dinâmica para os planos VGBL, podem trazer um novo impulso para a indústria, uma expansão que pode superar o crescimento do PIB”, informou no relatório do balanço.


















