Zurich acelera ações mundiais de diversidade no Brasil e cria programas locais

Eis uma boa notícia para toda a sociedade. A diversidade nas corporações deixa de ser moda para ser um caminho sem volta para muitas empresas. Algumas estão com programas mais avançados, outras ensaiando algumas ações, boa parte construindo uma política para o tema. Ainda bem que há empresas líderes que podem servir de exemplo para as que ainda não acordaram para a importância do tema. A Zurich, seguradora global com mais de 70 anos de atuação no mercado brasileiro, é um dos bons exemplos para citar. “Temos três programas dentro da política de diversidade: dois globais e um local”, conta Edson Franco, CEO da subsidiária brasileira do grupo suíço.

Já foram realizadas diversas ações para discussão e conscientização com temas voltados para o empoderamento feminino, dificuldades enfrentadas na companhia, apoio para organização financeira, entre outros

“E todos eles já contam com ações práticas”, acrescenta Valeria Schmitke, diretora jurídica de Legal e Compliance para a América Latina da Zurich e presidente do grupo WIN – Women’s Innovation Network, no Brasil. Ela explica que se trata de um grupo de interesse com governança global, que promove a igualdade de oportunidades de carreira para mulheres e homens por meio de eventos e atividades que colocam colaboradores de diversos países em contato para troca de experiências.

Segundo Franco, no Brasil as mulheres representam 20% do time de diretores. “Mas esse percentual tem crescido junto com a companhia, que tem obtido taxas significativas de evolução das vendas e da lucratividade. Eu mesmo me reporto para uma líder mulher e asseguro que é algo tratado como corriqueiro dentro do grupo, que promove grandes transformações no tema diversidade em todo o mundo há mais de dez anos”, diz. Franco se refere a Claudia Dill, responsável pela América Latina desde maio de 2015.

Em cada país onde é desenvolvido, o WIN conta com um comitê local responsável por organizar as atividades que abordam temas como direcionamento da mudança cultural, desenvolvimento da carreira feminina e criação de valor empresarial. A meta é oferecer oportunidade para a criação de uma rede de relacionamento e troca de ideias e experiências com a finalidade de desenvolver nos profissionais uma visão de negócio bem-sucedido e da importância da inclusão das diferenças.

No Brasil, o WIN foi formado em 2015. Atualmente cerca de 70 voluntários – entre mulheres e homens – da Zurich Brasil participam do grupo. Desde então, já foram realizadas diversas ações para discussão e conscientização com temas voltados para o empoderamento feminino, dificuldades enfrentadas na companhia, apoio para organização financeira, entre outros.

Por meio das reuniões do grupo WIN neste período, foram identificadas algumas necessidades com foco nas mulheres que são mães e, dentro deste contexto, em parceria com outras áreas, já foram entregues ações efetivas, tais como Empresa Cidadã, lactário e convênio com berçários e creches.

Valéria conta que a Zurich aderiu ao Empresa Cidadã, programa do governo federal que amplia os benefícios da licença-maternidade e licença-paternidade. A empresa que participa do programa estende o período de licença-maternidade de 120 para 180 dias e da licença -paternidade de 5 para 20 dias. Ela também destaca que a Zurich criou um espaço específico com ambiente acolhedor e tranquilo para as funcionárias-mães. “O lactário conta com equipamentos e materiais necessários para a retirada e armazenamento do leite”, diz.

Os próximos passos do Grupo WIN, segundo a executiva, agora estarão focados em uma avaliação de funções e salários dentro da companhia com a finalidade de levantar dados mais efetivos para promoção e consolidação de equidade salarial, caso haja diferenças. Além disso, serão desenvolvidas outras ações voltadas para conscientização da equipe Zurich em todos os níveis e projeto de mentoria para as funcionárias.

Além do WIN, a Zurich também conta com o DEZ – Diversidade Étnica na Zurich, que promove a conscientização, inclusão, retenção e desenvolvimento de profissionais de diferentes etnias; e o @Pride, grupo com ações voltadas ao respeito aos Direitos Humanos de cada indivíduo e à consolidação de uma cultura de inclusão e pertencimento com base na orientação sexual.

“Estamos trabalhando com empresas parceiras para dividir boas práticas. Nossas ações são inclusivas, independente da orientação sexual, gênero, idade, religião ou qualquer outra diferença”, cita Franco, lembrando que a Zurich acabou de se tornar parte da rede Stonewall’s Top Global Employers – organização de direitos humanos que advoga em favor da causa LGBT+.  A Zurich é a única seguradora do mundo a receber o selo e, agora, faz parte do seleto grupo de 13 empresas que atingiram o feito.

Entre as recentes ações promovidas pelo @Pride no mundo, se destacam o lançamento do Guia Para Equidade de Gêneros no Reino Unido, a discussão sobre a inclusão de transgêneros no Brasil e na Suíça e a luta para que a inclusão LGBT+ esteja na agenda dos principais eventos globais.

No Brasil, desde a sua fundação, o @Pride desenvolveu uma agenda bastante extensa para o pilar de educação e conscientização, com treinamentos sobre gênero, transexualidade, diversidade e impacto na produtividade, além de workshops de empatia. “Discutimos igualdade de direitos, temos uma agenda de discussão sobre inclusão junto a nossos gestores e começamos a intensificar o recrutamento de pessoas LGBT+”, complementa Franco.

Certamente líderes devem ser copiados. Eis aqui um bom exemplo a seguir.

 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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