A Mapfre, maior grupo segurador da Espanha, divulgou lucro bruto de 386 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, 7,1% inferior em relação ao exercício anterior. As receitas totais alcançaram 14,091 bilhões de euros (-8,7%), enquanto os prêmios situaram-se em 11,970 bilhões queda de 8,4%. O lucro recorrente em 2018 que, sem as anormalidades do exercício anterior (provisões no canal de bancasseguros e a venda de um imóvel em Madri), cresceu 4,9%.
O resultado é justificado pela forte depreciação de 9% das principais moedas, como a desvalorização de 16% do real frente ao dólar e de quase 20% frente a lira turca. A queda dos rendimentos financeiros pela redução das taxas de juros no Brasil e em outros países da América, além do ambiente de baixas taxas na Europa, também contribuíram para a redução do ganho, segundo comunicado divulgado pelo grupo.
Os prêmios da Área Regional do Brasil, no fechamento de junho, situaram-se em 2,018 bilhões de euros, recuou de 15,3%. No mês de junho, firmou-se o acordo de reestruturação da aliança estratégica com o Banco do Brasil, que se espera que esteja finalizada durante o segundo semestre deste ano, e que implicará uma despesa prevista de 515 milhões de euros. Durante este semestre, realizaram-se ajustes derivados da revisão das avaliações de determinados itens do balanço, cujo impacto implica uma redução do resultado atribuível de 9,2 milhões de euros.



















